Direção-Geral da Saúde alertou esta sexta-feira para para «risco aumentado de propagação do vírus» nos ambientes religiosos, que retomam o culto público este sábado

Foto Presidência da República

Lisboa,30 mai 2020 (Ecclesia) – O presidente da República agradeceu hoje o “sentido de Estado das Confissões Religiosas” e o “Serviço à Vida e à Saúde que demonstraram” durante o tempo de confinamento por causa da pandemia covid-19.

“No momento em que as Confissões Religiosas regressam à prática de atos coletivos públicos de culto, o Presidente da República agradece o sentido de Estado e, sobretudo, de Serviço à Vida e à Saúde que demonstraram, ao longo de dois meses e meio, a pensar nos portugueses e em Portugal”, afirma Marcelo Rebelo de Sousa numa nota publicada na página da internet da Presidência da República.

No dia 13 de março, a Conferência Episcopal Portuguesa determinou a suspensão do culto público católico, que se manteve até este sábado, 30 de maio, dia em que são retomadas as celebrações comunitárias de acordo com as orientações publicadas pelo bispos portugueses no dia 8 de maio para a “celebração do Culto público católico no contexto da pandemia COVID-19”.

Esta sexta-feira, na conferência de imprensa de apresentação da terceira fase de desconfinamento, o primeiro-ministro referiu-se à possibilidade de realizar, a partir de hoje, as “cerimónias religiosas de acordo com as regras definidas pela Direção-Geral da Saúde com cada uma das confissões religiosas”.

António Costa manifestou também o seu “reconhecimento a todas as confissões religiosa” e a “todos os crentes”, das várias igrejas, “pela forma como compreenderam e acataram o esforço muito significativo que fizeram para limitar a liberdade da sua expressão religiosa de forma a salvaguardar as necessidades de saúde pública”.

Esta sexta-feira, a DireçãoGeral da Saúde divulgou o documento “Covid-19 – Medidas de Prevenção e controlo em Locais de Culto e Religiosos”, lembrando o “risco aumentado” dos ambientes cultuais.

“Considerando a interação pessoal e proximidade entre os membros da comunidade, importa reconhecer o risco aumentado de propagação do vírus, bem como o impacto da doença em grupos que podem ter uma representatividade considerável nos cultos, nomeadamente pessoas com mais de 65 anos e pessoas com comorbilidades”, lê-se no documento.

As orientações divulgadas pela Direção-Geral da Saúde estão em sintonia com as que o episcopado português publicou a 8 de maio, com indicações para para a celebração do culto público católico no contexto da pandemia de Covid-19, com normas para higienizar os espaços e das pessoas e para celebrar os vários sacramentos.

PR

Direção-Geral da Saúde – Orientações para locais de culto e religioso

Covid-19: Higienização de espaços e pessoas, distanciamento entre participantes e inexistência de contacto físico nos vários sacramentos vai marcar o culto católico

 

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