Portugal: Igreja Católica «continua a colher frutos espirituais, pastorais e missionários» do Congresso Eucarístico 2024

«Permanece vivo o apelo a uma Igreja que, alimentada pela Eucaristia, saiba construir comunhão, cuidar das relações humanas e tornar-se sinal de esperança»

Foto: Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Fátima, 31 mai 2026 (Ecclesia) – A Igreja Católica em Portugal “continua a colher frutos espirituais, pastorais e missionários” do Congresso Eucarístico Nacional (CEN) 2024, realizado em Braga, de 31 de maio a 2 de junho, com 1400 participantes de todas as dioceses.

“Ao assinalar este segundo aniversário, permanece vivo o apelo lançado em Braga a uma Igreja que, alimentada pela Eucaristia, saiba construir comunhão, cuidar das relações humanas e tornar-se sinal de esperança no meio do mundo”, indica o Secretariado Nacional da Liturgia (SNL) da Comissão Episcopal da Liturgia e Espiritualidade (CELE), dos bispos de Portugal.

A nota enviada à Agência ECCLESIA, cita o Papa Leão XIV, que escreve na sua primeira encíclica – ‘Magnifica humanitas’ – que ‘a Igreja alimentada pela Eucaristia é chamada a mostrar outro critério, preservando os vínculos, devolvendo voz aos que se não veem e orientando os processos para a dignidade das pessoas’.

“A memória do 5.º Congresso Eucarístico Nacional continua a desafiar a Igreja em Portugal a testemunhar, através da fé celebrada e vivida, a beleza do Evangelho como caminho de fraternidade, justiça e paz”, acrescenta.

As conclusões do (CEN) apontaram para desafios que permanecem atuais, dois anos depois, como reforçar a formação litúrgica, “promover uma participação mais consciente e ativa dos fiéis”, a integração dos jovens nos processos de renovação pastoral, “assumir a sinodalidade como estilo de Igreja”, e fortalecer a ligação entre a celebração da fé e o serviço concreto aos mais necessitados.

O V Congresso Eucarístico Nacional, com o tema ‘Partilhar o Pão, alimentar a Esperança. «Reconheceram-n’O ao partir o Pão»’, assinalou os 100 anos da primeira edição, também na Arquidiocese de Braga, e começou a 31 de maio, um dia depois da Solenidade do Corpo de Deus, com cerca de 1400 participantes, de todas as dioceses.

O CEN 2024 constituiu um “forte apelo” à redescoberta da centralidade da Eucaristia “na vida da Igreja e na missão dos cristãos no mundo contemporâneo”, a sua realização foram dias de oração, reflexão, celebração e comunhão eclesial, “ecoou com particular intensidade o convite a fazer da Eucaristia ‘fonte inesgotável de esperança para o mundo’, expresso nas conclusões finais.

As conclusões do V CEN apontaram sete “linhas orientadoras” para a Igreja Católica em Portugal, como a redescobrir a centralidade da celebração da Eucaristia para além do Domingo, a Eucaristia como “escola de fraternidade e sacramento de unidade”.

Segundo a nota comemorativa, a celebração da fé, a adoração eucarística, o aprofundamento da espiritualidade litúrgica e o compromisso com a fraternidade e a missão “foram apresentados como caminhos concretos de renovação para a Igreja em Portugal”, e, dois anos após o Congresso Eucarístico Nacional, “multiplicam-se sinais dessa renovação”, como “o crescente dinamismo da adoração eucarística em dioceses e comunidades paroquiais”, nomeadamente em Braga, onde “nasceu recentemente um projeto de adoração eucarística perpétua”, com leigos, movimentos e comunidades.

Foto: Agência ECCLESIA

Neste segundo aniversário do início o 5.º Congresso Eucarístico Nacional, a nota divulgada pelo Secretariado Nacional da Liturgia explica que “ganha particular atualidade” o ensinamento da nova encíclica de Leão XIV “sobre a espiritualidade eucarística e a construção de uma cultura da fraternidade”, que escreve «a espiritualidade que necessitamos é uma espiritualidade eucarística, ou seja, uma espiritualidade da unidade eclesial no amor», na Magnifica humanitas (234), sublinhando que a comunhão com Cristo conduz à comunhão entre todos os irmãos.

O programa do Congresso Eucarístico Nacional 2024 incluiu conferências, painéis com testemunhos e workshops, momentos celebrativos e culturais; a Eucaristia de encerramento foi presidida pelo cardeal português D. José Tolentino Mendonça, enviado especial do Papa, no Santuário do Sameiro.

 CB/

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