Bispo das Forças Armadas e de Segurança evoca fé e dedicação dos combatentes portugueses

Foto: Lusa

Batalha, 08 abr 2021 (Ecclesia) – O bispo das Forças Armadas e de Segurança, D. Rui Valério, presidiu hoje a uma Eucaristia no 103.º aniversário da Batalha de La Lys – Dia do Combatente, evocando a dedicação dos militares portugueses ao seu país.

“Queremos revisitar esses instantes porquanto, no seu dramático desenlace, continuam a ser para nós não motivo de embaraço, mas uma fonte de inspiração fundada na glória de sermos Nação livre e povo construtor de história, criador de pontes e estradas na promoção da universalidade e do encontro entre culturas e nações”, referiu o responsável católico, no Mosteiro da Batalha.

A celebração contou com com a presença de Marcelo Rebelo de Sousa, presidente da República Portuguesa, membros do governo e responsáveis militares.

D. Rui Valério evocou o memorial em Ablain-Saint-Nazaire, França, onde está inscrito o nome de mais de 580 mil combatentes mortos na I Guerra Mundial (1914-1919).

“Os combatentes auxiliam os cidadãos, mulheres e homens de todos os tempos, a caminharem pelas vias da liberdade, da justiça e da solidariedade; eles são faróis de referência ética, moral e de resiliência para a sociedade”, apontou.

Quanto à Batalha de La Lys, o bispo das Forças Armadas e de Segurança saudou a “grandeza” de alma dos combatentes portugueses, que “superaram deficiências, físicas ou logísticas”.

“Nunca desistiram de Portugal e por ele davam a vida. Embora abandonados, tornaram-se, com a sua bravura e coragem, pedras do alicerce da Nação”, acrescentou.

O responsável destacou que, no contexto da I Guerra Mundial, uma “certa elite intelectual e política de Lisboa” desvalorizava a “portugalidade” que os seus soldados souberam manifestar.

“Entre todos os valores, o que se afirmou e que hoje mais nos impressiona e interpela é o da fé e da confiança. E aqui apanhamos a marca distintiva dos combatentes portugueses. Oriundos de todos os pontos de Portugal, muitos do mundo rural, levavam na alma essa fé inquebrantável em Deus”, declarou.

OC

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