“O Papa acredita muito nos jovens para refundar e refazer um mundo absolutamente diferente», refere o presidente da ACEGE

Lisboa, 14 jan 2019 (Ecclesia) – O presidente da Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE) afirmou que esta semana é dedicada à ‘Economia de Francisco’, com três iniciativas que partem dos “testemunhos pessoais” dos economistas convidados para “reconstruir” sistemas a partir de Assis.

Em entrevista à Agência ECCLESIA, João Pedro Tavares disse que o Papa vai perguntar aos jovens o que é que o santo italiano, “filho rico de um mercantilista, teria hoje para dizer”, “Ele que em Assis e arredores largou as suas riquezas.”

“O Papa acredita muito nos jovens, se calhar mais do que em nós, para refundar e refazer um mundo absolutamente diferente; Que façam a introdução na economia de variáveis não económicas, como o amor e a verdade como critérios de gestão, é uma divisa da ACEGE; Porque não a compaixão, a misericórdia, e outras variáveis”, disse o presidente da Associação Cristã de Empresários e Gestores.

No dia 11 maio de 2019, o Papa convocou “jovens economistas, empresários e empresárias de todo o mundo” para o encontro ‘A economia de Francisco’, a que “faz viver e não mata”, nos dias 26, 27 e 28 de março deste ano, na cidade italiana de Assis.

A semana dedicada à “economia de Francisco” conta com a presença do diretor científico do evento promovido pelo Papa, Luigino Bruni, que vai fazer uma conferência esta sexta-feira, pelas 18h30, na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, e conta também com uma comunicação de Luís Cabral, esta terça-feira, e outra de Fátima Carioca, na quarta.

Segundo João Pedro Tavares, o professor Luís Cabral explica esta terça-feira “o que significa a economia de Francisco a um economista clássico”, mais tradicional, e, através do “testemunho pessoal”, como começou a “incorporar estes valores cristãos no seu dia-a-dia, nas suas decisões”.

A conferência ‘A economia de Francisco explicada a um economista com formação clássica, decorre na AESE Business School, em Lisboa, das 17h45 às 19h30, e é um evento de entrada livre limitado à capacidade da sala.

Esta quarta-feira, as instituições envolvidas na preparação do encontro promovido pelo Papa promovem mais uma sessão na AESE Business School, contando com a presença de Fátima Carioca.

“Vai testemunhar onde está no sonho, naquilo que sonhou para a sua carreira e para a sua vida como um todo”, adiantou João Pedro Tavares, acrescentando que a oradora vai refletir sobre os seus “dons e talentos”, que “são recebidos por Deus e são uma dádiva” e como se devolve “à sociedade, como criar valor”.

Luigino Bruno vai apresentar, na sexta-feira, como “introduzir valores não económicos no seu modelo e visão económica”, destacou João Pedro Tavares, realçando que diretor científico do evento de Assis compatibilizou o que deram “por adquirido que não era compatível”.

O presidente da ACEGE afirma que é “tudo” feito em preparação para as Jornadas Mundiais da Juventude de 2022, que vão decorrer em Lisboa, porque “é uma dinâmica que não se vai esgotar e não vai terminar Assis” mas “tudo parte de um mesmo caminho de transformação e enorme impacto”.

Em Portugal, o evento “A Economia de Francisco” vai contar com cerca de 50 participantes de Portugal e tem mais de dois mil inscritos, de acordo com informação divulgada pelo Vaticano.

A preparação do encontro promovito pelo Papa e a participação de Portugal está a envolver as escolas e associações de negócios portuguesas, nomeadamente a ACEGE-Associação Cristã de Empregados e Gestores, as faculdades de economia e gestão da Nova e da Universidade Católica Portuguesa, e a AESE Business School, assim como o projeto “Economia de Comunhão”, do Movimento dos Focolares, e a Comissão Nacional Justiça e Paz.

PR/CB

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