Fórum Ecuménico Jovem destaca disponibilidade para o diálogo

Lisboa, 25 jan 2023 (Ecclesia) – O membro do Fórum Ecuménico Jovem, João Luis Fontes, referiu que as confissões cristãs em Portugal têm tido uma abertura “muito grande para o diálogo”, desejando “um maior aprofundamento” porque “o ecumenismo faz parte do ADN” do país.

No dia de encerramento da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (18 a 25 de janeiro), João Luis Fontes disse à Agência ECCLESIA que os cristãos “têm de perceber que é fundamental uma estreita relação entre aquilo em que se acredita e um testemunho coerente em prol da dignidade humana, dos direitos do homem, da construção do mundo mais justo e mais fraterno”.

Com experiência nas atividades ecuménicas, o membro católico do Fórum Ecuménico Jovem (FEJ) realça que através da frase ‘Aprendei a fazer o bem e procurai a justiça’, o tema desta semana de oração, os cristãos vão “percebendo a relação” entre a teoria e a prática.

“Os temas propostos em cada ano, que vêm normalmente de uma região diferente do mundo, são uma forma de ver como os cristãos olham para a realidade ecuménica e de que modo isso os interpela”, afirmou João Luis Fontes ao Programa ECCLESIA emitido hoje, na RTP2.

Ao fazer uma avaliação da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, o elemento do FEJ anunciou que a iniciativa foi marcada “por um conjunto grande de eventos de oração, partilha da palavra e encontro com as realidades das diversas Igrejas”.

“Realizaram-se celebrações em diversas dioceses do país, sendo a celebração nacional no Porto”, disse.

O ‘oitavário pela unidade da Igreja’, hoje com outra denominação, começou a ser celebrado em 1908, por iniciativa do norte-americano Paul Wattson, presbítero anglicano que mais tarde se converteu ao catolicismo.

O ecumenismo é o conjunto de iniciativas e atividades tendentes a favorecer o regresso à unidade dos cristãos, quebrada no passado por cismas e ruturas.

As principais divisões entre as Igrejas cristãs ocorreram no século V, depois dos Concílios de Éfeso e de Calcedónia (Igreja copta, do Egito, entre outras); no século XI com a cisão entre o Ocidente e o Oriente (Igrejas Ortodoxas); no século XVI, com a Reforma Protestante e, posteriormente, a separação da Igreja de Inglaterra (Anglicana).

Esta busca “de unidade” nas confissões religiosas é alargada e “a vivência ecológica” é uma delas.

“A conversão ecológica, o trabalho em favor dos mais desfavorecidos e mais pobres e o acolhimento aos sem-abrigo”, sublinhou João Luis Fontes.

Com a proximidade da Jornada Mundial da Juventude, em Lisboa, de 01 a 06 de agosto de 2023, o membro do FEJ acentua que este encontro representa “um desafio, tanto no diálogo ecuménico como no diálogo inter-religioso”.

“O testemunho cristão só é credível que se conseguirmos ultrapassar as nossas divisões e trabalhar em conjunto”, conclui João Luis Fontes.

PR/LFS/OC

 

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