Bispo do Ordinariato Castrense presidiu a Missa no 154.º aniversário da Polícia de Segurança Pública

Foto: PSP

Lisboa, 02 jul 2021 (Ecclesia) – O bispo do Ordinariato Castrense presidiu hoje à celebração religiosa dos 154 anos da Polícia de Segurança Pública (PSP) e destacou que a sua ação na pandemia de Covid-19 “reduziu as hipóteses de maiores desigualdades e assimetrias entre os cidadãos”.

“Graças a vós e ao vosso desempenho, todos os portugueses permanecem ainda no mesmo barco, vivendo as mesmas contingências, obedecendo às mesmas leis, enfrentando em igualdade de circunstâncias os mesmos desafios e correndo os mesmos riscos”, disse D. Rui Valério, na Eucaristia celebrada na igreja da Penha de França, em Lisboa.

Na homilia enviada à Agência ECCLESIA, o bispo das Forças Armadas e Forças de Segurança de Portugal assinalou a intervenção da PSP na atual crise sanitária.

“Não há, nem pode haver, cidadãos de primeira e cidadãos de segunda. E o vosso esforço veio, mais uma vez, tornar clara esta evidência”, acrescentou, agradecendo “a todas as mulheres e homens da PSP” que têm sido “incansáveis na realização da solidariedade” entre todas as pessoas.

Segundo D. Rui Valério, a história confirma “a pertinência e relevância” da Polícia de Segurança Pública, que animada pela vocação de promover e salvaguardar a segurança de bens e cidadãos, “é por demais evidente a sua importância capital”.

A segurança não é apenas o alicerce que sustenta e permite o desenvolvimento de todas as dimensões do edifício da vida, sejam individuais, sejam coletivas — como a economia, o comércio, a indústria, a saúde, o ensino, a prática da justiça —, mas é também a condição que permite o progresso de uma sociedade na base do humanismo e da ética dos valores”.

No 154º aniversário da PSP, o bispo do Ordinariato Castrense explicou que a “real ameaça” à liberdade não é a dedicação à segurança, mas as ideologias que “não respeitam nem promovem a dignidade do ser humano, nem honram a sua condição de ser livre e racional”.

Foto: PSP

D. Rui Valério observou que ao se constatar que a pandemia era “uma tempestade a fazer oscilar a barca do mundo”, emergiram, em Portugal, “as âncoras que sustentam e protegem a Nação” e esse foi o “estatuto e a condição da PSP” que, enquanto âncora, se tem revelado “verdadeiramente determinante na salvaguarda da normalidade “.

“A sua ação verificou-se também no combate direto aos nefastos efeitos da situação. Parafraseando o Evangelho escutado (cf Lc 12, 35-40), a Polícia de Segurança Pública revelou-se, uma vez mais, uma organização constituída por homens e mulheres de “rins cingidos e lâmpadas acesas”, sempre vigilantes e prontos a receber quem chega inesperadamente”, desenvolveu o bispo das Forças Armadas e Forças de Segurança.

A PSP, que comemora hoje o seu 154º aniversário, apresenta-se como a “força policial mais antiga de Portugal” e a sua história remonta a 1383, quando foi constituído o “primeiro corpo organizado de polícias na cidade de Lisboa”, os ‘Quadrilheiros’, por iniciativa de D. Fernando I.

CB/OC

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