Bispo das Forças Armadas e de Segurança presidiu a Missa no Mosteiro dos Jerónimos

Foto: Marinha Portuguesa

Lisboa, 20 mai 2021 (Ecclesia) – O bispo das Forças Armadas e Forças de Segurança destacou hoje o serviço da Marinha Portuguesa durante a pandemia de Covid-19 e a sua “dimensão global” no apoio aos refugiados ou no combate aos incêndios florestais.

“Num autêntico espírito de unidade que a todos abrange, a Marinha sabe construir caminhos e fecundar novas vias, que se tornaram bem visíveis no combate à pandemia”, disse D. Rui Valério, na sua homilia do Dia da Marinha 2021, durante a Missa a que presidiu no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.

O responsável católico assinalou que, quando Portugal está a braços com uma situação “complexa”, provocada pela pandemia Covid-19 é, novamente, o mar que se apresenta como caminho.

“Já outrora nos havia levado até à Índia. Agora conduzirá Portugal para a vida retomada e recomeçada. É neste contexto que a Marinha revela a sua perene atualidade e se afigura verdadeiramente imprescindível e necessária”, acrescentou.

Segundo D. Rui Valério, a Marinha é chamada a ser “a porta do caminho que há de ajudar Portugal a ir mais além”.

A Marinha, com os seus meios e usando a sua linguagem, não cessa de salvar incansavelmente tantas pessoas ou povoações no caos da guerra ou do caos geológico, pois a sua vocação também é libertar de todas as formas de escravidão, de pobreza e de ignorância”.

O bispo das Forças Armadas e de Segurança observou que a Marinha vive e fortalece “uma verdadeira cultura do encontro”, que é essencial para o progresso de qualquer época e tempo, “único caminho para a paz e entendimento entre as nações”.

“A grandeza das relações que os marinheiros portugueses estabeleceram e estabelecem com outros povos e culturas foi e é proporcional à dimensão da sua relação com Deus. Na sua ação, testemunham o encontro com o transcendente, servem a Pátria e protegem e defendem o povo português”, destacou.

Foto: Marinha Portuguesa

A celebração do ‘Dia da Marinha’, acrescentou D. Rui Valério, assinala “um extraordinário feito histórico de elevado valor científico e civilizacional” e “consagra, de forma indissolúvel, a aliança entre Portugal e o Mar”.

O bispo das Forças Armadas e Forças de Segurança de Portugal presidiu à Missa do ‘Dia da Marinha’, data evocativa e comemorativa da chegada de Vasco da Gama à Índia (1498), no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, na qual participaram o presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, antigos combatentes e o chefe do Estado-Maior da Armada, almirante António Mendes Calado.

CB/OC

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