D. Joaquim Mendes afirma que se deve «valorizar muito» o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos

Lisboa, 09 jul 2021 (Ecclesia) – O presidente da Comissão Episcopal do Laicado e Família espera que a Jornada Mundial dos Avós e dos Idosos, convocada pelo Papa, seja de “festa”, com encontros intergeracionais.

“Nós precisamos da festa e, sobretudo, que ajudem os idosos que foram tão marcados pelo isolamento, pela doença, durante esta pandemia. Que seja um momento de revitalização, de esperança”, disse D. Joaquim Mendes à Agência ECCLESIA.

‘Eu estou contigo todos os dias’ (cf. Mt 28,20) é o tema do primeiro Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, que vai ser celebrado a 25 de julho deste ano, junto à celebração litúrgica de São Joaquim e Santa Ana (26 de julho).

O presidente da Comissão Episcopal do Laicado e Família destaca algumas iniciativas que podem juntar avós e netos e os idosos aos jovens, com o mais novos a realizarem visitas porque muitos estão “nos lares e sozinhos não saem”.

“Que os jovens possam acompanhar esses idosos à Missa paroquial, a um passeio no parque, a um chá, um bolinho na esplanada de um café, que seja um momento de aproximação entre os jovens e os idosos e um momento de criar relação”, acrescentou D. Joaquim Mendes.

O bispo que acompanha as realidades juvenis na Igreja Católica em Portugal destaca que já existem “algumas experiências bonitas” nas comunidades cristãs, onde jovens e idosos telefonam uns aos outros para conversar e para os mais novos ajudarem em pequenas tarefas como “aviar uma receita na farmácia ou no centro de saúde, ou então ir ao supermercado”.

“Então, estabelece-se uma relação bonita entre este idoso que tem nome e este jovem que tem nome. E é quase como que a adoção de um neto, como se fosse netos. Há idosos que os netos ou estão longe ou não os têm”, acrescenta.

D. Joaquim Mendes salienta que o Papa Francisco, na mensagem para o primeiro Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, refere que São Joaquim e Santa Ana “foram visitados por um anjo” e, neste sentido, incentiva que hoje também existam “anjos que vão ao encontro dos idosos e lhes manifestam carinho e ternura”, que também recebem deles, e criem relação.

Foto Agência ECCLESIA/MC

“É a chamada pastoral intergeracional, que o Papa tem muito a peito. Ao mesmo tempo que os jovens possam auferir da sabedoria e da riqueza dos idosos. É um momento muito importante no nosso caminho mesmo em relação à Jornada Mundial da Juventude, este é um espaço concreto de missão para os jovens”, desenvolveu o também coordenador geral da JMJ Lisboa 2023 para a área pastoral.

O bispo auxiliar de Lisboa considera que esta jornada pode dar inicio a processos e a iniciarias que “perdurem e continuem no tempo”, numa ajuda e proximidade aos idosos, “não só a preocupação pelos idosos mas também o contributo que podem dar à pastoral da Igreja”.

O Papa Francisco anunciou na última semana que o próximo Encontro Mundial das Famílias (EMF) vai decorrer num formato inédito, com eventos em cada diocese católica, em ligação com Roma, em 2022.

“Esta proposta corresponde ao caminho da sinodalidade. Se pudéssemos participar no encontro de Roma era uma percentagem mínima, realizando este encontro nas dioceses podemos chegar a mais famílias, podemos envolver as famílias, pode ser um momento de revitalização da pastoral familiar”, disse D. Joaquim Mendes.

Para o presidente da Comissão Episcopal do Laicado e Família, “o importante” é que se empenhem, cada secretariado deste setor da pastoral, “em revitalizar o EMF e prepará-lo “em sintonia com o programa que a Diocese de Roma vai propor e envolver e celebrar a diocese”.

O tema do 10.º EMF será ‘O Amor em família: vocação e caminho de santidade’ e decorre após o adiamento de um ano, por causa da pandemia.

CB/OC

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