Fundação pontifícia destaca-se no apoio às comunidades cristãs vítimas de perseguição

Lisboa, 12 out 2020 (Ecclesia) – A fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) vai assinalar esta terça-feira 25 anos de presença ininterrupta em Portugal, “em defesa das comunidades cristãs vítimas de perseguição”.

Bispos e outros responsáveis católicos do país saudaram este aniversário, manifestando “admiração” e “gratidão” pelo trabalho da instituição, como refere D. José Ornelas, bispo de Setúbal e presidente da Conferência Episcopal.

“Bem hajam por nos ajudarem também a sermos solidários” para com a “multidão dos que sofrem para com eles para construirmos um mundo mais justo, mais fraterno, segundo o projeto que Deus tem para a Humanidade”, assinala, em declarações enviadas pela AIS à Agência ECCLESIA.

D. Manuel Clemente, cardeal-patriarca de Lisboa, diocese onde funciona a sede da Ajuda à Igreja que Sofre em Portugal, elogia o trabalho “muito bem feito por esse mundo inteiro no apoio às populações mais carenciadas, sobretudo àquelas que pertencem à Igreja, mas não só”, assim como “a constante informação acerca das diversas situações que neste mundo se tornam mais gritantes” por causa da perseguição religiosa aos cristãos.

Já o arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, recorda que os “cristãos continuam hoje a ser perseguidos, a ser impedidos de poder praticar a sua própria fé e, muitas vezes, arriscando a sua vida em autêntico testemunho de martírio”.

O cardeal D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima, convida a “celebrar 25 anos de vida de uma atividade imensa para que a Igreja em Portugal seja também parte ativa, colaboradora, em atitude de comunhão e partilha, com a Igreja que sofre em várias partes do mundo”.

D. Manuel Linda, bispo do Porto, recorda, na sua intervenção, o esforço de apoio à Igreja Católica, “formando os seus seminaristas e os seus pastores, ajudando-os a encontrar o pão e a subsistência sem a qual não há suporte de vida sequer”.

“Há muitos cristãos que continuam mártires, há muitos cristãos que têm que pagar com a própria vida e com extremo sofrimento a sua adesão à fé em Jesus”, acrescenta.

Da Diocese de Bragança-Miranda, D. José Cordeiro lança um “apelo a todos a uma oração, a um contributo generoso para que a liberdade religiosa seja cada vez mais uma realidade” no mundo.

O bispo do Funchal, D. Nuno Brás, destaca que a AIS representa “um apoio organizado e sério a tantas comunidades cristãs” que sofrem em vários lugares do mundo, lutando, ao mesmo tempo, “pela liberdade religiosa”.

Nos Açores, D. João Lavrador, bispo de Angra, recorda todos os que “sentiram a ação desta Fundação” e “aqueles que se interessam pelo problema da liberdade religiosa”.

D. Francisco Senra Coelho, arcebispo de Évora, apelou a um “mundo de tolerância e respeito, de liberdade de consciência e de liberdade religiosa”.

“Queremos agradecer à Fundação Ajuda à Igreja que Sofre a possibilidade que nos dá de nos alertar para situações de desrespeito, pelo seu excelente relatório anual, e de nos dar também a possibilidade de fazermos a partilha com os nossos meios e as nossas possibilidades materiais para com esses irmãos”, observou.

Há cerca de um mês, também Marcelo Rebelo de Sousa enviou uma mensagem “em nome da República Portuguesa”, destacando que a fundação pontifícia tem “contribuído para aprofundar a democracia em todos os seus sentidos, em Portugal”.

A AIS iniciou a sua presença em Portugal a 13 de outubro de 1995, com um pequeno grupo de voluntários.

Catarina Martins de Bettencourt, diretora do secretariado português, destaca a importância desta data e da missão da AIS.

“Sob o manto protetor de Nossa Senhora de Fátima, a Fundação AIS tem procurado ajudar a Igreja que sofre e que é perseguida em todo o mundo. Gostaria de, nesta data, deixar uma palavra de profundo agradecimento aos benfeitores portugueses da AIS que são a alma desta instituição e que, com a sua generosidade sem limites, têm permitido ajudar a secar as lágrimas de Deus na Terra, como tão bem descrevia o nosso querido fundador, o Padre Werenfried van Straaten”, refere, numa mensagem enviada à Agência ECCLESIA.

OC

No último domingo, o Papa Francisco referiu-se à jornada de oração com as crianças de todo o mundo e que está a ser promovida a nível internacional pela Fundação AIS.

Esta iniciativa tem como objetivo mobilizar o maior número possível de crianças e seus familiares, na oração do Terço pela paz no mundo e pela solução das situações de crise causadas pela pandemia.

O projeto “1 Milhão de Crianças Rezam o Terço pela Paz” é promovido a nível internacional pelos diversos secretariados da Fundação AIS; em Portugal, conta com a adesão do Santuário de Fátima.

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