Marcelo Rebelo de Sousa destaca contributo para «aprofundar a democracia» e defender a liberdade religiosa

Lisboa, 14 set 2020 (Ecclesia) – O presidente da República enviou uma mensagem à Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), por ocasião dos 25 anos da sua presença em Portugal, saudando o seu trabalho em favor da liberdade religiosa e da democracia.

“Pessoalmente, conhecendo esta Fundação, junto uma nota que tem a ver com a sua presença nos meios mais carenciados, socialmente mais dependentes, e, por outro lado, na sua abertura de espírito às causas humanitárias, sociais, ligadas às dependências da cultura, do ensino, da economia, mas também do trabalho. Tudo isso tem a ver com a liberdade religiosa”, refere Marcelo Rebelo de Sousa, numa intervenção divulgada hoje pela AIS.

O chefe de Estado deixa uma “palavra de gratidão”, pessoal e institucional, a “uma instituição que, de forma desinteressada, tem contribuído para aprofundar a democracia em todos os seus sentidos em Portugal”.

Marcelo Rebelo de Sousa destaca que “as liberdades não são realidades abstratas, são realidades que respeitam pessoas de carne e osso e que não são divisíveis”.

“Não há uma divisão entre o homem ou a mulher que exerce a liberdade pessoal, ou a liberdade política, ou a liberdade religiosa, e o homem ou a mulher que exerce, ou deve poder exercer, a liberdade económica, social e cultural”, acrescenta.

O presidente da República Portuguesa destaca a importância da liberdade religiosa para o país, sublinhando que, para o Estado, “promover a liberdade religiosa significa nomeadamente promover também a liberdade daqueles que não professam qualquer religião”.

“Todos eles entram num conceito amplo de ecumenismo”, observa.

A fundação pontifícia AIS, com presença em vários países, renova hoje em Portugal a consagração da instituição a Nossa Senhora de Fátima, durante a Missa que vai ser celebrada na capela do secretariado nacional, em Lisboa.

A AIS iniciou a sua presença em Portugal a 13 de outubro de 1995, com um pequeno grupo de voluntários.

Catarina Martins de Bettencourt, diretora do secretariado português, destaca a importância desta data e da missão da AIS.

“Sob o manto protetor de Nossa Senhora de Fátima, a Fundação AIS tem procurado ajudar a Igreja que sofre e que é perseguida em todo o mundo. Gostaria de, nesta data, deixar uma palavra de profundo agradecimento aos benfeitores portugueses da AIS que são a alma desta instituição e que, com a sua generosidade sem limites, têm permitido ajudar a secar as lágrimas de Deus na Terra, como tão bem descrevia o nosso querido fundador, o Padre Werenfried van Straaten”, refere, numa mensagem enviada à Agência ECCLESIA.

OC

 

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