«Sem Praças não existem Forças Armadas, ou pelo menos não se realizam na sua plenitude e integridade» – D. Rui Valério

Foto JF Laranjeiro e Feijó (arquivo); Monumento ao Marinheiro Insubmisso

Almada, 11 set 2021 (Ecclesia) – O bispo do Ordinariato Castrense de Portugal disse hoje que “sem Praças não existem Forças Armadas, ou não se realizam na sua plenitude e integridade”, numa cerimónia comemorativa no Centro Cívico do Feijó (Almada), junto do Monumento ao Marinheiro Insubmisso.

“[Praças] São, como o dia de hoje evoca, peritas na arte do ser patriota e não hesitam nunca tomar partido e posição pelos valores estruturantes de sociedades humanamente desenvolvidas, eticamente referenciais e civilizacionalmente promotoras da dignidade de todos os seres humanos”, disse D. Rui Valério, no discurso enviado à Agência ECCLESIA.

O bispo das Forças Armadas e das Forças de Segurança foi convidado, pela Associação das Praças das Forças Armadas e o Clube de Praças da Armada, para a cerimónia comemorativa do 85º Aniversário da Revolta dos Marinheiros, de 8 de setembro de 1936, do Dia Nacional da Praça das Forças Armadas, e do 12º aniversário da inauguração do Monumento ao Marinheiro Insubmisso.

“Sem Praças não existem Forças Armadas, ou pelo menos não se realizam na sua plenitude e integridade; Da mesma maneira como não pode subsistir teoria sem prática, também, nas Forças Armadas, as Praças são fundamentais à sua orgânica e indissociáveis dos demais Militares”, assinalou D. Rui Valério.

O bispo do Ordinariato Castrense de Portugal afirmou que “memória, gratidão e a esperança” são três dimensões que “iluminam” e que “inevitavelmente” estiveram presentes nesta celebração.

Neste contexto, explicou que a memória consiste na “visita e na recuperação do tempo, olhando-o a partir de todos os pontos de vista possíveis”, e acrescentou que, do ponto de vista militar, os Praças “representam a operacionalidade, a eficácia e o serviço abnegado das Forças Armadas”.

“Não podemos não evocar a eficácia Militar que atualmente está a ser posta ao serviço da Nação, uma vez mais: tanto nos campos de ação das nossas Forças Nacionais Destacadas, – como na República Centro Africana, ou no Mali – como nos céus da Europa e do mundo, ou a rasgar os oceanos imensos, como ainda na luta contra os incêndios, ou no combate à pandemia”, desenvolveu.

D. Rui Valério, bispo das Forças Armadas e das Forças de Segurança, que citou Luiz de Camões (Canto IV, estância 20) refere que a memória conduz à gratidão, “como sentimento de reconhecido agradecimento pelos atos praticados pelas Praças”, e sobre a esperança “que se configura como compromisso”, destacando que “é uma entrega, um empreendimento, não é uma alienação”.

CB

 

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