D. Rui Valério afirmou que militares estão «a zelar pela afirmação» da paz em todos os quadrantes e latitudes da terra

Foto Estado-Maior General das Forças Armadas

Klaipėda, Lituânia, 28 jul 2022 (Ecclesia) – O bispo das Forças Armadas e de Segurança de Portugal está de visita, até sábado, aos fuzileiros em Klaipédia, na Lituânia, onde lembrou a Ucrânia e a temática da paz.

“Na Ucrânia, atropela-se a dignidade, massacram-se vidas, destroem-se hospitais, escolas e casas, só porque são mais débeis do que a potência ocupante, e um hospital, um lar… não têm aquela fortificação e resistência próprias de um edifício bélico”, disse D. Rui Valério, na homilia de uma Celebração da Palavra, enviada à Agência ECCLESIA.

O responsável católico afirmou que é a pensar nos “mais pobres, frágeis e vulneráveis” que os fuzileiros estão em Klaipédia, porque “há quem precise de ser defendido, de quem os proteja”, e esta força militar portuguesa é “a resposta a essa necessidade de defesa e proteção”.

“Não viestes para fazer turismo, nem por razões de lazer, ou de emigração: fostes destacados para a paz. A liberdade, a autodeterminação, a justiça, representam o motivo maior por que estais aqui”, salientou.

D. Rui Valério referiu que os fuzileiro portugueses ao estarem na Lituânia “a lutar pelo bem superior da paz”, estão a “zelar pela sua afirmação em todos os quadrantes da terra, em todos as latitudes”, também a garantir que os seus filhos desfrutarão dessa sementeira que fazem hoje, e evocou também a memória dos “grandes Fuzileiros que já partiram para a eternidade”, não com sentimentos de nostalgia.

Foto Estado-Maior General das Forças Armadas

O bispo do Ordinariato Castrense explica que os militares se reuniram na tenda do refeitório para a celebração da Liturgia da Palavra, onde “imperava” um crucifixo e uma imagem de Nossa Senhora do Ar, que acompanha os fuzileiros nas missões no exterior, desde 2018.

A partir da leitura do livro do Êxodo (Ex. 17, 11), o celebrante destacou a importância da oração e disse aos fuzileiros que ao seu lado, “a dar todo o apoio, está, solidária, a Nação inteira”, os portugueses que “comungam da missão”.

“Nenhuma ação produz tanta força e resiliência em quem combate o mal e demais inimigos do ser humano, do que a força da oração. São inúmeras as pessoas que, nas suas orações, não cessam de pedir e rezar pelo bom êxito das missões dos seus militares”, salientou, observando que “ninguém se sente desvinculado” do propósito que os mobilizou para a Lituânia.

D. Rui Valério vai continuar a visita aos fuzileiros portugueses em Klaipédia, até este sábado, e salientou que tem tido tempo para contactar com os militares, para além dos exercícios em que eles estão a participar.

O bispo das Forças Armadas e das Forças de Segurança de Portugal está na Lituânia acompanhando pelo chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, almirante António Silva Ribeiro, e o comandante naval, vice-almirante Nuno Chaves Ferreira, que também participaram nesta Liturgia da Palavra, bem como o comandante da Brigada de Infantaria Lituana e o capelão militar lituano.

CB/OC

 

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