D. Rui Valério destacou «procedimento paradigmático» da PSP na pandemia

FOTO: PSP

Lisboa, 29 set 2021 (Ecclesia) – O bispo das Forças Armadas e de Segurança Portugal afirmou hoje que a PSP presta um “autêntico serviço à vida e à dignidade de cada um”, destacando a sua ação durante a pandemia de Covid-19.

“Ciente do geral estado de fragilidade que a própria pandemia provocou, a PSP soube salvaguardar a integralidade dos cidadãos. Reconheçamos que, graças à ação da Polícia como apaziguadora social, foi possível canalizar todos os esforços do País para o combate à doença enquanto tal”, disse D. Rui Valério, na Missa do dia do padroeiro da PSP.

Na homilia enviada à Agência ECCLESIA, o responsável católico destacou que, pela ação da Polícia de Segurança Pública, “todas as forças e recursos” na pandemia puderam ser canalizados para os cuidados médicos e para o apoio social e para a campanha de vacinação.

“A PSP, tal como outras Forças de Segurança, soube manter um clima social propício para que o combate direto à pandemia e o processo de vacinação fossem tranquilos, sem sobressaltos e executados a tempo”, acrescentou, observando que o “procedimento paradigmático” da PSP ao longo da pandemia foi revelador.

A Igreja Católica celebra hoje a festa dos arcanjos São Miguel, São Gabriel e São Rafael, e a Polícia de Segurança Pública o seu padroeiro, São Miguel.

“A Polícia não existe para se servir a si mesma, mas para servir os cidadãos, oferecer-lhes condições para desabrocharem e se expandirem no sentido do progresso, do desenvolvimento e da liberdade”, assinalou D. Rui Valério, na Missa a que presidiu na capela da Unidade Especial de Polícia, em Belas, no Patriarcado de Lisboa.

Segundo o bispo das Forças Armadas e das Forças de Segurança o “verdadeiro Polícia” não procura a sua afirmação, mas “entrega-se à promoção do bem dos cidadãos”, empenha-se na salvaguarda da vida, a sua e dos cidadãos, “na promoção dos seus mundos de empresas, haveres, momentos culturais e desportivos”.

A PSP, quando oferece segurança, está automaticamente a prestar um autêntico serviço à vida e à dignidade de cada um e, nessa medida, desce à concreta situação de cada um para que, sobre essa base da segurança assegurada, construa a sua existência na senda da felicidade e da liberdade”.

D. Rui Valério, neste dia do padroeiro da Polícia de Segurança Pública, expressou “o apreço pelo impacto e alcance” que o “sentido da totalidade” tem produzido na identidade e mística da PSP e explicou que “o real não se esgota apenas na temporalidade ou só na espacialidade”, mas envolve muitos universos e várias dimensões, “como a psíquica, a existencial, a ética, a sociológica”.

A PSP, que comemorou 154 anos no dia 2 de julho, apresenta-se como a “força policial mais antiga de Portugal” e a sua história remonta a 1383, quando foi constituído o “primeiro corpo organizado de polícias na cidade de Lisboa”, os ‘Quadrilheiros’, por iniciativa de D. Fernando I.

“Sendo única na sua condição de força policial, a PSP assume-se como promotora do que existe de mais específico e único do ser humano: a sua condição e dignidade”, afirmou o bispo das Forças Armadas e das Forças de Segurança na sua homilia.

CB/OC

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