Porto, 07 fev 2018 (Ecclesia) – O Secretariado da Pastoral Familiar do Porto promoveu um encontro para refletir sobre “os desafios” ligados ao mundo do trabalho e à sua relação com a vida de cada família.

Num comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA, o secretariado informa que D. Pio Alves, bispo auxiliar do Porto, apresentou o trabalho como elemento de realização pessoal e a necessidade de prosseguir uma “educação para a responsabilidade ambiental, de ações a realizar por cada um a favor do ambiente”.

‘Pela família, mudar o paradigma do trabalho’ foi o tema mobilizador que juntou cerca de 170 pessoas na 28.ª Jornada Diocesana da Pastoral Familiar do Porto, este sábado, na Casa de Vilar.

Da parte da tarde, os participantes dividiram-se em trabalhos de grupo para refletirem e apresentarem propostas pastorais para a área da família.

O Secretariado da Pastoral Familiar do Porto informa que foram partilhadas “algumas prioridades” para esta área no âmbito pastoral e também político, como a “promoção de condições para a natalidade; importância do apoio às famílias com crianças ou com idosos a cargo”.

Da reflexão dos cerca de 170 participantes também se destaca a necessidade de desenvolver uma “rede de apoio às famílias em crise ou com dificuldades”, a promoção de encontros locais com empresários sobre trabalho e família e “iniciativas legislativas que devolvam o domingo à vida familiar”.

Antes dos grupos, o padre Jorge Teixeira da Cunha falou sobre ‘O sentido do trabalho à luz da doutrina social da Igreja’.

O professor universitário, especialista em Teologia Moral, realçou o trabalho como “momento realizador de cada ser humano” sem o qual “não há dignidade” e explicou que existe o trabalho “produtivo, distributivo e expressivo”.

De manhã, o programa da 28.ª Jornada Diocesana da Pastoral Familiar do Porto ficou marcado pelo painel ‘Pela Família, mudar o paradigma do trabalho’, que reuniu três intervenientes.

‘O olhar dum cristão sobre o trabalho’ foi o tema apresentado pelo dirigente do Movimento dos Trabalhadores Cristãos (LOC/MTC), Joaquim Tavares, que destacou também “a importância da presença dos cristãos na vida social, sindical e política, em ordem ao bem comum”.

Rui Calejo, membro da Associação Cristã de Empresários e Gestores – ACEGE, falou da ‘harmonização entre a vida profissional e a vida familiar’ e apresentou estudos que “evidenciam que as empresas que cuidam destes aspetos não são menos produtivas ou lucrativas”.

A Pastoral Familiar do Porto divulga ainda que o professor Alberto de Castro, da Católica Porto Business School, desenvolveu o tema ‘uma economia voltada para o homem’ onde propôs um “novo modelo de crescimento com impacto global”, que seja inclusivo, com equidade, através de um “novo contrato social de cooperação”.

CB/OC

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