As nações só conseguem dialogar “quando deixam cair as armas das suas mãos”, apelou o bispo diocesano

Foto: Diocese do Porto

Porto, 11 Abr 2022 (Ecclesia) – O Bispo do Porto, D. Manuel Linda, exortou, neste Domingo de Ramos, a Igreja a ser próxima “dos que choram”, que “tenta enxugar-lhes as lágrimas, dar-lhes pão e conforto”.

Na homilia da celebração, realizada na Sé do Porto, dia 10 deste mês, D. Manuel Linda afirmou que “as nações só conseguem dialogar quando deixam cair as armas das suas mãos”.

O “afeto paterno” e a “ternura de Deus” que “com a força do Espírito” conduz os cristãos “pelos caminhos renovados de uma Igreja em saída”, sublinhou o Bispo do Porto, lê-se no site da diocese.

No começo da sua homilia na catedral do Porto, o bispo diocesano recordou “os gestos da multidão de Jerusalém que aclama o Mestre” assinalando a “dupla contradição, tão típica das multidões” que vai “da alegria ou aleluias da festa da entrada triunfal na cidade santa, até à gritaria de ódio que pede a condenação e a morte violenta e sádica”.

No entanto, perante estas “alterações de humor e passagem dos sentimentos mais nobres aos mais mesquinhos” da multidão “o Senhor Jesus mantém a serenidade que O carateriza”, lembra D. Manuel Linda.

Jesus, “não obstante os insultos e o muito sofrimento físico, denota uma paz e tranquilidade que se exprimem no silêncio” porque “confia e se abandona completamente nas mãos de Deus”, frisou.

“Que ninguém desanime e todos se entusiasmem com a ternura” de Deus “que nos envolve e que é não somente a meta, mas já também o caminho”, disse o bispo do Porto sublinhando o processo sinodal em curso.

LFS

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