Coordenador-geral apresenta 24 encontros que vão decorrer em todo o território

Porto, 22 set 2026 (Ecclesia) – O coordenador-geral do Sínodo Diocesano do Porto alertou para o perigo da “indiferença” e do “entorpecimento pastoral”, apelando à mobilização das comunidades católicas para a nova fase de auscultação.
“Sintonizar é ajustar a frequência do coração ao sopro do Espírito e exige o esforço de entrar e permanecer no espaço da comunhão, sem pressa nem preconceitos”, escreve D. Joaquim Dionísio, num artigo intitulado ‘Sintonizar o Sínodo’, divulgado pelo jornal ‘Voz Portucalense’.
O bispo auxiliar apresenta os encontros vicariais de formação que vão decorrer em todo o território diocesano, com o objetivo de garantir uma “participação alargada e diversificada”.
A iniciativa descentralizada prevê a realização de 24 encontros, procurando motivar os católicos para um “esforço de sintonização”.
O responsável recorre à metáfora das antigas antenas de televisão, que obrigavam a “subir ao telhado” para captar a emissão, para avisar que a atitude passiva de “ver o sínodo acontecer não produzirá frutos”.
“Será importante subir ao telhado para vencer o comodismo, expor-se ao vento do Espírito, orientar o olhar e a escuta para a frequência do Evangelho”, sustenta D. Joaquim Dionísio.
O coordenador-geral sublinha que a diversidade de ritmos e sensibilidades na diocese “deve ser acolhida com paciência pedagógica”, identificando a indiferença como o “verdadeiro risco a evitar”, materializado em atitudes de quem pensa que “isso não é nada comigo” ou que “nada vai mudar”.
A reflexão recorda os princípios da Carta Pastoral para o Sínodo Diocesano 2026–2028, reiterando que a dinâmica sinodal “não é uma consulta de opinião ou uma iniciativa burocrática”.
Para D. Joaquim Dionísio, o Sínodo Diocesano assume-se como uma “experiência de conversão pastoral” destinada a manter um “estado permanente de missão” na Igreja local.
OC
