Organismo propõe maior exigência na formação dos diáconos permanentes

Porto, 20 mai 2019 (Ecclesia) – O conselho presbiteral da Diocese do Porto projetou a criação de fundo diocesano de sustentação do clero, defendendo ainda uma maior exigência na formação dos diáconos permanentes.

Nesta reunião de 15 de maio, presidida por D. Manuel Linda, bispo do Porto, estiveram presentes dois técnicos do Centro Distrital do Porto da Segurança Social, Teresa Andrade e Telmo Malheiro Magalhães, sobre o Código dos Regimes Contributos do Sistema Previdencial de Segurança Social, no que “diz respeito aos membros das Igrejas, associações e confissões religiosas”, lê-se numa nota enviada hoje à Agência ECCLESIA.

Da apresentação destes dados, concluíram os presentes que” a opção por escalões mais altos e o respetivo investimento ao longo da carreira contributiva não tem reversão equivalente ou compensatória na futura pensão de reforma e que, para a maioria dos sacerdotes, a pensão de reforma previsível é muita baixa, não suficiente para uma vida digna, e não corresponderá sequer ao necessário para uma eventual despesa fixa, para quem precisar de ser acolhido em Lar de Idosos”.

A partir dos dados lançados, procedeu-se a uma “discussão quanto à forma de garantir a todos os sacerdotes uma pensão que permita uma vida digna a todos os sacerdotes, e que os liberte, desde já, de absorventes preocupações económicas”, acrescenta o comunicado.

Para responder a “esta insistente preocupação manifestada pelo bispo diocesano e corroborada por todos os presentes, foi questionada a possibilidade de constituição de uma espécie de fundo de capitalização ou de um fundo diocesano de sustentação do clero, que poderia contar com a colaboração institucionalizada das paróquias e dos sacerdotes e que poderia ser gerido pelos sacerdotes, por um órgão criado para o efeito, ou por algumas das instituições já existentes, como a Casa Sacerdotal, a Fraternidade Sacerdotal e a Irmandade dos Clérigos”.

Em relação ao outro ponto da agenda, o cónego Adélio Fernando Abreu, delegado Episcopal para o Diaconado Permanente, fez uma exposição sobre a história e a situação atual do diaconado permanente na Diocese do Porto, deixando “algumas pistas para avaliação e reflexão”.

A diocese conta com 98 diáconos permanentes – 14 ordenados em 1992 e 84 entre 2010 e 2017.

Em formação estão neste momento três candidatos, um já instituído acólito e dois leitores, e “não se encontra neste momento ninguém no tempo propedêutico, nem no primeiro ano do tempo de formação, em razão da opção diocesana de não aceitar propostas nos dois últimos anos”.

Os membros do conselho presbiteral decidiram que a Diocese do Porto “continue a apostar no diaconado permanente e a contar com o seu contributo na afirmação de uma Igreja chamada a ser sinal sacramental da presença de Cristo”, conclui.

D. Manuel Linda encerrou a sessão, manifestando todo o seu empenho na defesa dos presbíteros, na promoção do diaconado permanente e na valorização deste Conselho.

LFS

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