Arcebispo emérito de Nampula faleceu a 30 de abril

Foto: Voz Portucalense

Porto, 05 mai 2020 (ECCLESIA) – O bispo do Porto publicou um texto sobre a figura de D. Manuel Vieira Pinto, falecido a 30 de abril na Casa Sacerdotal da diocese, evocando um homem que “arrrebatava multidões”.

D. Manuel Linda refere que o arcebispo emérito de Nampula foi para muitos “a garantia da lucidez humanística perante o colonialismo, a guerra e a (des)construção de Moçambique; para outras, era o rebelde, o inimigo a abater, o revolucionário vermelho”.

O bispo do Porto deixa a sua homenagem a alguém que, no tempo “da fala, não usou somente palavras: falou pelas ações”.

“Manteve e dirigiu o «Lar de Nazaré», simpática instituição onde dormiam e se alimentavam os trabalhadores que já não podiam regressar a casa por falta de transportes”, recorda

Natural de Amarante, D. Manuel Vieira Pinto foi nomeado bispo de Nampula em 1967; na reorganização eclesiástica de Moçambique, com a criação de novas dioceses e com a elevação das dioceses da Beira e de Nampula a arquidioceses, foi nomeado arcebispo de Nampula, a 4 de junho de 1984.

O prelado resignou a 18 de janeiro de 1998, permanecendo na arquidiocese moçambicana até 2000, regressando a Portugal (16 de novembro).

D. Manuel da Silva Vieira Pinto nasceu a 9 de dezembro de 1923, em Aboim, Amarante, na Diocese do Porto; foi ordenado presbítero na catedral da sua diocese por D. Agostinho de Jesus e Sousa, a 7 de agosto de 1949, tendo sido coadjutor da paróquia de Campanhã e assistente de vários organismos da Ação Católica.

Também o semanário diocesano ‘Voz Portucalense’ recorda a figura de D. Manuel Vieira Pinto, em editorial.

“Os vinte anos de escondimento que viveu na Casa Sacerdotal do Porto tornam a figura de D. Manuel Vieira Pinto menos notada pelas pessoas de hoje”, mas “a sua estatura de bispo bem merece que o recordemos como um homem de Igreja dos mais válidos que a nossa terra viu nascer”, pode ler-se.

D. Manuel Vieira Pinto, refere o texto, teve “a sabedoria de dialogar com frontalidade com a novas autoridades políticas, tentadas pelo totalitarismo de esquerda, respeitando e fazendo-se respeitar”.

LFS/OC

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