Porto: Bispo apela à renovação das estruturas eclesiais

D. Manuel Linda defendeu superação dos receios perante a mudança, na homilia da Vigília Pascal

Foto: Voz Portucalense

Porto, 05 abr 2026 (Ecclesia) – O bispo do Porto apelou à renovação das estruturas eclesiais e à superação dos receios perante a mudança, durante a homilia da Vigília Pascal.

“Só nessa Palavra seremos capazes de discernir os sinais dos tempos, escutar o Espírito que guia a Igreja, afastar os medos da mudança e renovar as estruturas e colocar todos os batizados nas sendas da missão”, assinalou D. Manuel Linda, numa intervenção divulgada pelo jornal diocesano ‘Voz Portucalense’.

O responsável católico evocou o horizonte pastoral traçado para a diocese, definindo as características e a atitude exigida à comunidade cristã.

“Uma Igreja sinodal, tal como queremos ser na nossa diocese do Porto, é isto mesmo: um povo de fraterna união que segue a Luz de Cristo, vigia para que essa Luz ilumine no máximo do seu esplendor, segue a Luz como esposa fiel do seu Esposo e, nessa Luz, revela o seu rosto sempre rejuvenescido, alegre e simpático”, observou.

A celebração litúrgica integrou a renovação das promessas batismais, momento que D. Manuel Linda associou à igualdade fundamental de todos os fiéis perante Deus.

Ao renovar as promessas do Batismo, esta Igreja que nós somos, reconhece que todos fomos introduzidos na mesma dignidade de filhos de Deus, membros do mesmo corpo e participantes da relação de Jesus com o Pai, independentemente das nossas funções, carismas e ministérios.”

Para o bispo diocesano, a memória deste compromisso assume consequências práticas na corresponsabilidade e no dinamismo da evangelização.

“A renovação das promessas batismais não é, pois, apenas um ato litúrgico, mas o motor de uma Igreja sinodal que escuta, caminha junta e se sente corresponsável pela missão”, prosseguiu.

D. Manuel Linda encerrou a intervenção salientando o mandato pacificador e curativo dos crentes perante as adversidades da sociedade contemporânea.

“Ele vai à nossa frente para aquela Galileia da paz, da beleza e da felicidade. Ele formou um povo santo que caminha na história para solidificar as fraturas que a sociedade gera, para limpar as lágrimas dos que nada mais veem que não seja negrura e morte, para construir a paz a partir de dentro de um coração sensível e amoroso, para dar vista aos cegos e curar os mudos, enfim, para nos dar esperança e coragem”, afirmou.

A Igreja Católica celebra nas últimas horas deste sábado e nas primeiras de Domingo de Páscoa o principal e mais antigo momento do ano litúrgico, assinalando a ressurreição de Jesus, elemento central da fé cristã.

Cinco elementos compõem a liturgia da Vigília Pascal: a bênção do fogo novo e do círio pascal; a proclamação da Páscoa, que é um canto de júbilo anunciando a Ressurreição do Senhor; a série de leituras sobre a História da Salvação; a renovação das promessas do Batismo, por fim, a liturgia Eucarística.

OC

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