Foto: Paróquia da Sé de Portalegre

Portalegre, 10 abr 2020 (Ecclesia) – O bispo de Portalegre-Castelo Branco convidou ao “silêncio” na celebração do Tríduo Pascal, que no calendário católico assinala os momentos da prisão, julgamento e condenação à morte de Jesus Cristo.

“Um silêncio fecundo, um silêncio que nos faz encontrar connosco mesmos e com Deus, adorando-O em espírito e verdade”, precisou D. Antonino Dias.

O responsável católico cita o Papa Francisco para pedir que, “nestes dias de pandemia tão aflitivos”, todos saibam apreciar aqueles que hoje estão a “escrever os acontecimentos decisivos” da história.

A reflexão semanal que o prelado publica na sua página no Facebook realça que a morte de Jesus, na cruz, era a “mais ignominiosa do tempo”.

Acusações sem consistência, calúnias, testemunhas falsas, autoridades pusilânimes, tribunais ao serviço dos caprichos humanos, tudo, tudo convergiu contra Jesus que, por obediência ao Pai e por amor aos homens, se foi entregando, esvaziando, abandonando, até se entregar nos braços do Pai, sem oferecer violência à violência”.

D. Antonino Dias defende a rejeição de uma lógica de “poder”, da “construção de torres de Babel para atingir e ser como Deus”.

“A Cruz recorda-nos que a realização plena consiste em conformar a vontade humana à vontade de Deus Pai. Obedecendo, Jesus carregou a cruz de todos os homens, as cruzes duma humanidade sofredora”, escreve.

O bispo encerra a sua reflexão com votos de “Santa Páscoa”.

OC

Páscoa 2020: «Há santos na rua», diz bispo de Portalegre-Castelo Branco (c/vídeo)

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