Dia Internacional da Pessoas com Deficiência reclama um mundo pós-Covid inclusivo, acessível e sustentável

Lisboa, 21 nov 2020 (Ecclesia) – A Organização das Nações Unidas denuncia as desigualdades que a pandemia Covid-19 está a aprofundar nas pessoas com deficiência e afirma que a inclusão é “condição essencial para a defesa dos direitos humanos”.

“Cerca de um bilião de pessoas com deficiência estão num dos grupos mais excluídos da nossa sociedade e estão entre os mais atingidos nesta crise em termos de fatalidades. A inclusão da deficiência é uma condição essencial para a defesa dos direitos humanos, do desenvolvimento sustentável, da paz e segurança”, afirma num comunicado da ONU a propósito do Dia Internacional da Pessoas com Deficiência, assinalado a 3 de dezembro.

A inclusão da deficiência, indicam, terá consequências na “recuperação da Covid-19” e numa “reconstrução”, “proporcionando sistemas mais ágeis, capazes de responder a situações complexas, chegando primeiro aos mais atrasados”.

«Construindo melhor: em direção a um mundo pós-Covid-19 inclusivo, acessível e sustentável» é o lema que a ONU propõe, relembrando que a questão dos “direitos humanos das pessoas com deficiência” não se trata “apenas” de uma questão de justiça mas de “investimento no futuro comum”.

Numa situação corrente, denuncia a ONU, as pessoas com deficiência “têm menos probabilidade de ter acesso a cuidados de saúde, educação, emprego e de participar na comunidade”.

“É necessária uma abordagem integrada para garantir que as pessoas com deficiência não sejam deixadas para trás”, afirma, relembrando ainda que um dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, a Agenda 2030, indica a necessidade de não deixar ninguém para trás.

O Dia Internacional das Pessoas com Deficiência foi instituído, em 1992, pela Assembleia-Geral das Nações Unidas com o objetivo de promover os direitos e o bem-estar das pessoas com deficiência em todas as áreas da sociedade e do desenvolvimento, aumentando também a consciência sobre a situação das pessoas com deficiência em todos os aspetos da vida política, social, económica e cultural.

Em 2019, António Guterres, Secretário-Geral das Nações Unidas, afirmou, na «Estratégia das Nações Unidas para a Inclusão de Deficientes» que a organização deveria “liderar pelo exemplo” e “elevar os padrões e desempenho na inclusão de pessoas com deficiência – em todos os pilares de trabalho, da sede ao campo”.

“A Estratégia de Inclusão de Deficientes das Nações Unidas fornece a base para um progresso sustentável e transformador na inclusão de pessoas com deficiência por meio de todos os pilares do trabalho das Nações Unidas. Por meio da Estratégia, o sistema das Nações Unidas reafirma que a realização plena e completa dos direitos humanos de todas as pessoas com deficiência é uma parte inalienável, integral e indivisível de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais”, pode ler-se.

LS

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