D. Manuel Quintas assinalou que a Igreja precisa de «cristãos pascais», construtores da paz e de justiça

Faro, 06 abr 2026 (Ecclesia) – O bispo do Algarve afirmou que a ressurreição de Cristo é “luz” que quer chegar “a todas as situações mais obscuras da vida humana”, onde “tantos irmãos são despojados das vestes da sua dignidade”, no Domingo de Páscoa
“A ressurreição de Cristo é luz que quer chegar a todos os cantos do mundo de hoje, a todas as situações mais obscuras da vida humana. Que essa luz ilumine as famílias feridas, os corações cansados, os povos em guerra e todos os que vivem sem esperança” disse D. Manuel Quintas, na homilia de Páscoa, citado pelo jornal ‘Folha do Domingo’.
Na Sé em Faro, este domingo, 5 de abril, o bispo do Algarve desejou que a “vitória de Jesus Ressuscitado sobre a morte” traga luz e paz a todos os lugares do mundo “onde reinam o ódio, a guerra e a violência, onde tantos dos irmãos e irmãs são despojados das vestes da sua dignidade”.
“Num tempo como o nosso, tão ferido por guerras, violência, divisões e morte, a mensagem da Páscoa não é ingenuidade infantil, é uma urgência sempre atual. Porque Cristo ressuscitou, o mal não tem a última palavra, nenhuma noite é eterna, há sempre um caminho novo a abrir-se, mesmo onde tudo parece perdido”
D. Manuel Quintas assinalou que a Igreja Católica precisa de “cristãos pascais”, que não se deixem vencer pelo desânimo, “que não alimentem o ódio, que sejam construtores da paz, que levem luz onde há escuridão”.
O bispo diocesano incentivou também os cristãos a serem “testemunhas vivas da alegria do Evangelho”, construtores de justiça num mundo que “causa grande perplexidade”, e que mantém a humanidade “em contínuo sobressalto”.
“Não tenhamos medo de acreditar. Não tenhamos medo de esperar. Não tenhamos medo, apesar de tudo, de deixar que o nosso coração e a nossa vida se inundem da alegria e da esperança que brotam de Cristo Ressuscitado”
Na homilia deste domingo de Páscoa, D. Manuel Quintas destacou o exemplo do discípulo João, “que ao entrar no sepulcro vazio «viu e acreditou»”, e os cristãos são “chamados a dar este salto: ver com os olhos do coração e acreditar”.
“É certo que não viu Jesus ressuscitado naquele momento, não teve todas as respostas… mas viu sinais (as ligaduras no chão e o sudário enrolado à parte), e isso bastou para acender a fé. O coração, o amor vê melhor e mais longe do que os olhos. E se estes muitas vezes se enganam, aquele dificilmente se engana”, acrescentou.
Na Sé em Faro, o bispo do Algarve destacou que este não era “um domingo que se soma a todos os outros”, porque a ressurreição de Cristo “mudou o rumo da história para sempre”, celebraram “a vitória da vida sobre a morte, da luz sobre as trevas, do amor sobre o ódio e o pecado”.
A Páscoa é a principal celebração do calendário católico, assinalando a ressurreição de Jesus Cristo.
O jornal ‘Folha do Domingo’, da Diocese do Algarve, informa ainda que foi feito um resumo da homilia de D. Manuel Quintas em língua inglesa para os “muitos estrangeiros” que participaram nesta Eucaristia de Páscoa.
CB/OC


