«A fé na ressurreição do Senhor oferece-nos a possibilidade de conhecer mais do que agora vemos», escreveu D. Virgílio Antunes
Coimbra, 05 abr 2026 (Ecclesia) – O bispo de Coimbra Virgílio Antunes, apontou, na mensagem de Páscoa divulgada hoje, a urgência de “procurar os fundamentos da fé, as razões da esperança e as origens do amor”, que se encontram em Jesus Cristo.
D. Virgílio Antunes indicou esta necessidade, a propósito de nos dias de hoje, para muitas pessoas, “a linguagem proveniente da Sagrada Escritura e da Tradição Cristã” poder parecer “estranha e difícil de compreender”.
“Habituámo-nos a tratar das coisas práticas da vida e a buscar respostas para as questões imediatas que nos preocupam”, escreveu.
No texto enviado à Agência ECCLESIA, o bispo de Coimbra destaca que “pode parecer supérfluo” aos cristãos ocuparem-se de Deus quando existem “tantos problemas humanos para resolver”.
“Falamos das questões que afetam as pessoas, as sociedades e os povos, enunciamos concretamente a guerra, a injustiça, o pecado, a divisão, a doença física ou espiritual, a morte, na esperança de encontrar as soluções na bondade humana, no desenvolvimento, no progresso, nos apelos à boa vontade ou até no amor fraterno”, mencionou.
Segundo D. Virgílio Antunes, “a morte e ressurreição de Jesus, a Páscoa do Senhor, constitui a passagem do que é resultado da possibilidade humana ao que é fruto da graça e do poder de Deus”.
“A fé na ressurreição do Senhor oferece-nos a possibilidade de conhecer mais do que agora vemos, de amar mais do que podemos, de esperar mais do que o resultado daquilo que fazemos”, indica a mensagem.

Além disso, acrescenta, compromete todos “totalmente com a conversão da mente e do coração, com a missão de transformação da sociedade, com a ação de edificação de um mundo bom e belo”.
Na mensagem, o bispo diocesano destaca que “a espiritualidade cristã nasce na Páscoa de Jesus” e que consiste em “estar na Igreja, a comunidade do Ressuscitado”, como a casa de cada um, “acolher a Palavra da Escritura como a revelação dos mistérios da fé, celebrar a Eucaristia como alimento do amor de Deus e assumir o mundo como o lugar da missão”.
“Em Cristo, nossa Páscoa, saúdo-vos a todos, com um abraço especial aos idosos, aos doentes, a todos os que estão em sofrimento e pedem com fé a manifestação do amor de Cristo Vivo, portadora de consolação e esperança. Feliz e Santa Páscoa!”, concluiu.
A Páscoa é a principal celebração do calendário católico, assinalando a ressurreição de Jesus Cristo.
LJ/OC
