«A Vida Nova presente na vida dos batizados não é uma teoria», sublinha D. João Lavrador

Angra do Heroísmo, Açores, 21 abr 2019 (Ecclesia) – O bispo de Angra presidiu hoje à Missa de Páscoa na Sé açoriana, alertando para os “sinais de morte” no mundo, a que os católicos devem responder.

“Este é o dia para lançarmos o olhar para o nosso mundo, para a nossa sociedade e para a nossa cultura e escutar o clamor de tantos homens e mulheres que atingidos pelos sinais de morte, procuram uma vida autenticamente digna do ser humano”, sublinhou D. João Lavrador, numa homilia enviada à Agência ECCLESIA.

O responsável sustentou que a ressurreição e a “Vida Nova presente na vida dos batizados” não são uma teoria, mas “uma prática, de modo que colocando a esperança nos bens futuros se aplicam afincadamente na transformação do mundo atual”.

“Buscar os Sinais do Reino de Deus, desenvolvê-los e torná-los patentes para que atraiam e sirvam de apoio seguro para a humanidade de hoje, eis o nosso compromisso”, apontou.

O bispo de Angra propôs a ressurreição de Jesus como alternativa às “trevas” da ignorância, à soberta e ao egoísmo.

“Há um mundo novo que se abre através da Ressurreição, no qual é possível fazer desaparecer a exclusão, a miséria, a ignorância, a violência, as trevas da inteligência, a ausência de Deus e a autorreferencialidade para desabrochar a alegria e o amor, a paz e a partilha comunitária, a comunhão com Deus e com os irmãos”, declarou D. João Lavrador.

O responsável deixou votos de que a celebração da ressurreição de Jesus Cristo chegue “a todos e em todos os lugares”.

“Imploro de Nossa Senhora, Mãe e Rainha dos Açores, que se alegrou com a ressurreição do Seu Filho que lance o Seu olhar e a Sua bênção sobre todos os nossos diocesanos, famílias, idosos, criança, jovens, emigrados, prisioneiros, doentes, excluídos cultural, social e religiosamente e todos os que se sentem destituídos da sua dignidade humana e nos encaminhe pelas sendas da evangelização do mundo de hoje”, concluiu.

A Páscoa assinala a ressurreição de Jesus e é a festa mais importante do calendário litúrgico da Igreja Católica.

OC

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