Enfermeiro especialista na área infantil e pediátrica, João Paulo Nunes divide a sua vocação entre a formação a futuros profissionais e a prestação de cuidados de saúde em realidades diferenciadas. Foi essa missão que o levou a Angola onde, num projeto da Fundação Fé e Cooperação, ajudou a demonstrar como a mortalidade materna e o neonatal pode ser reduzida com poucos recursos económicos.
Em África conheceu pessoas que vivem “muito próximo da essencialidade da vida” e confirmou como a proximidade é fundamental nos cuidados de saúde, tal como o é em todas as concretizações das obras de misericórdia, independentemente do seu contexto.

“A Igreja é composta por cristãos, uns são enfermeiros, assistentes sociais, jornalistas, e todos temos a obrigação de alimentar os famintos, mesmo que alimentar os famintos signifique uma coisa para os enfermeiros e outra para os jornalistas, mas o paradigma é comum”;

“Ensinar a saber, ensinar a saber fazer e esperar que as pessoas sejam, no sentido ético da palavra, pessoas íntegras, autenticas, pessoas que têm um projeto de vida na qual a enfermagem lhes dá o caminho para serem quem querem ser”;

“Estão identificadas, a nível internacional, as causas da mortalidade materna – a hemorragia pós parto e a infeção puerperal, que acontece após o parto. Sabendo as duas grandes causas que são a origem de mais de 70% das mortes, é evidente que se olharmos para elas de forma preventiva, acutilante, determinada e em grupo, a probabilidade é diminuir e foi isso que fizemos”;

“Muitos milhares de crianças morrem no primeiro mês de vida, muitas nos primeiros sete dias de vida, e ainda mais no primeiro dia de vida. Esta lógica estatística faz-nos perceber que se incidirmos a vigilância nos primeiros dias de pós parto, estamos a prevenir a morta daquelas crianças”.

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