Responsáveis pela diplomacia da Santa Sé evocam sofrimentos das populações mais pobres, perante guerras e catástrofes naturais

Cidade do Vaticano,  26 set 2021 (Ecclesia) – O secretário de Estado do Vaticano reafirmou junto das Nações Unidas o apelo a um cessar-fogo global feito pelo Papa Francisco e pelo secretário-geral da ONU, António Guterres.

“A Santa Sé pede aos Estados que atendam ao apelo do secretário-geral e do Papa Francisco por um cessar-fogo global e uma responsabilidade humanitária compartilhada”, referiu este sábado o cardeal Pietro Parolin, chefe da delegação da Santa Sé na 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU, que decorre em Nova Iorque, EUA.

A intervenção em vídeo, enviada hoje à Agência ECCLESIA, evocou a crise humana no Afeganistão, as “tensões política na Síria e no Líbano e as tragédias naturais que atingiram o Haiti.

O secretário de Estado do Vaticano abordou temas como a próxima COP26 em Glasgow, as guerras, o desarmamento nuclear e a pandemia de Covid-19.

D. Pietro Parolin destacou que as vacinas devem estar disponíveis para todos, “especialmente em áreas de conflito e contextos humanitários”.

O cardeal alertou ainda para o que chamou de “crise antropológica”, uma “crise das relações humanas”, criticando “novas interpretações dos direitos humanos” que geram divisão na comunidade internacional.

A Santa Sé interveio também no encontro sobre energia, promovido pela ONU, pedindo preços razoáveis e práticas comerciais éticas, que respeitem os mais pobres.

D. Paul Gallagher, secretário do Vaticano para as relações com os Estados, recordou que há mais de 750 milhões de pessoas a viver sem eletricidade, um número “absurdo”.

O responsável alertou para o impacto dos combustíveis fósseis sobre o meio ambiente, com um impacto “desproporcional sobre os pobres e pessoas em situações vulneráveis”.

OC

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