«Um mundo sem armas nucleares, um objetivo ainda mais urgente no contexto de uma pandemia global» – Padre Frederik Hansen

Cidade do Vaticano, 27 ago 2020 (Ecclesia) – O padre Frederik Hansen, da missão do Observador Permanente da Santa Sé junto às Nações Unidas, disse que a Igreja Católica apoia os esforços das Nações Unidas para a entrada em vigor do Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares.

O sítio online ‘Vatican News’ informa que o sacerdote da missão do Observador Permanente da Santa Sé junto às Nações Unidas exortou ao espírito inicial da ONU e chegar todos juntos “não apenas à obrigação permanente e vinculante de nunca mais realizar testes com armas nucleares, mas à meta de um mundo sem armas nucleares”.

“Um objetivo ainda mais urgente no contexto de uma pandemia global”, realçou o padre Frederik Hansen, no seu discurso na sede da ONU em Nova Iorque, esta quarta-feira, num encontro online pela comemoração e a promoção do Dia Internacional Contra os Testes Nucleares, que se assinala dia 29 de agosto.

O responsável assinalou que se “passaram três quartos de século desde que o primeiro teste de armas nucleares – indevidamente chamado de ‘Trinity’ – foi realizado no deserto do Novo México, nos Estados Unidos”.

Neste contexto, salientou que “já foram realizados mais de 2000 testes, sete neste século, causando danos ambientais e afetando a saúde das pessoas que estavam próximas aos locais dos testes ou expostas à direção do vento à radioatividade libertada na atmosfera”.

“É de esperar que o teste nuclear realizado há três anos tenha sido o último”, salientou o padre Frederik Hansen.

Para a Santa Sé, segundo a missão do Observador Permanente junto às Nações Unidas, é fundamental que a Comissão Preparatória do Tratado para a Proibição Total dos Testes Nucleares trabalhe com os oito Estados cujas ratificações são necessárias para a entrada em vigor do tratado e que se convençam que a segurança nacional e internacional só será fortalecida com a sua entrada em vigor.

O padre Frederik Hansen observou que novos testes nucleares vão diminuir a segurança global e a paz e a estabilidade de todos os membros da ONU e dos povos que eles representam, por isso, o Tratado para a Proibição Total dos Testes Nucleares é um passo fundamental para a criação de um mundo sem armas nucleares, lê-se no Vatican News.

Em 2019, o observador permanente do Vaticano na ONU recordou que a Santa Sé ratificou o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, o Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares e, mais recentemente, o Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares, numa intervenção durante a 74ª sessão da Assembleia Geral, em Nova Iorque.

CB

 

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