Raptos e ataques contra sacerdotes e elementos da Igreja inquieta a comunidade cristã

Foto: UNICEF

Lisboa, 12 mai 2022 (Ecclesia) – A Fundação Ajuda a Igreja que Sofre (AIS) denunciou a persistência da violência e terrorismo na Nigéria, que levam muitas vezes ao “rapto de muitos jovens, nomeadamente raparigas”

“Num comunicado enviado no dia 11 de Maio, para a Fundação AIS pelo Padre Emmanuel Okewu, chanceler da Arquidiocese de Kaduna, refere-se que o Padre Bako terá morrido ‘às mãos dos seus raptores’ entre os dias 18 e 20 de Abril”, pode ler-se em comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA. 

O facto é comunicado tardiamente porque “as circunstâncias que levaram à sua morte e a data do incidente terem sido cuidadosamente verificadas”, informa.

O documento adianta ainda que no mês de março, “dois outros sacerdotes foram raptados: o Padre Felix Zakari Fidson, da Diocese de Zaria, e o Padre Leo Ozigi, pároco da Igreja de Santa Maria, no Estado do Níger”, que depois acabariam por ser libertados. 

Outra das consequências do terrorismo na Nigéria é o rapto de muitos jovens, “nomeadamente raparigas” e o comunicado cita o Bispo Doeme que recordou a jovem cristã Leah, em fevereiro de 2018, que recusou renunciar à sua fé e que  “permanece em cativeiro até agora”. 

“Leah, uma estudante cristã de Dapchi, foi raptada pelos terroristas há alguns anos e nunca foi libertada. A maioria das raparigas raptadas pelos terroristas casou à força com homens do Boko Haram. Temos também testemunhos de raparigas e mulheres que escaparam miraculosamente às garras destes ‘leões’. Muitos dos jovens capturados pelos terroristas foram recrutados à força para o seu exército”, disse ainda o Bispo.

Leah Sharibu, cuja história tem sido apresentada profusamente pela Fundação AIS como exemplo da tragédia que se tem abatido sobre a comunidade cristã nigeriana, continua em cativeiro. Este sábado, dia 14 de maio, Leah faz 19 anos de idade e é o quarto ano consecutivo em que passa o seu aniversário em cativeiro. 

Além dos sacerdotes, vítimas de sequestro, tem havido também casos de ataques a religiosas, como por exemplo, um mosteiro beneditino situado no sul do país foi alvo de ataque por homens armados tendo raptado quatro religiosas. As irmãs seriam libertadas ao fim de alguns dias.

SN

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