Reponsável católico alerta ainda para número elevado de deslocados

Nigéria, 19 jan 2022 (Ecclesia) –  O arcebispo emérito de Abuja, na Nigéria, afirmou, perante os ataques violentos, que se está perante a “maldade de terroristas”, que matam “pessoas sem qualquer justificação”.

“Para mim são terroristas, que nos últimos quatro ou cinco anos causaram muitos danos no país. Eles invadem os campos e matam os agricultores e ninguém diz nada. Então eles começaram os sequestros. O governo alega que não consegue identificar com precisão onde esses bandidos estão e para onde levam as suas vítimas”, disse o cardeal John Olorunfemi Onaiyekan ao portal ‘Vatican News’.

No caso destes ataques, além das vítimas mortais, há ainda a considerar um número elevado de deslocados, calculando-se que mais de 10 mil pessoas tenham fugido das suas aldeias, temendo agora regressar a casa.

“Algumas crianças sequestradas em escolas estão desaparecidas há mais de um ano. Algumas meninas há pelo menos sete anos”, acrescentou.

Como a Fundação Ajuda a Igreja que Sofre (AIS) tem denunciado, os terroristas levaram consigo 110 raparigas, “um mês mais tarde, todas as alunas foram libertadas com exceção de Leah, então com apenas 14 anos de idade, que sendo a única cristã do grupo recusou converter-se ao islamismo como os terroristas exigiam” e ficou em cativeiro.

Para o cardeal John Olorunfemi Onaiyekan, é necessário que o governo assuma o combate à violência como uma prioridade absoluta, algo que poderá levar mesmo a uma mudança de executivo.

“Para mim, a única maneira de superar essa situação é encontrar um governo que nos ajude a reconstruir a nossa unidade e convivência nacional. Claro que precisamos de oração. Rezo por todos os meus confrades católicos e cristãos, e rezo também por todos os meus conterrâneos muçulmanos que estão nas mãos de terroristas há anos”, aponta

SN

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