Navegamos de costas para o futuro

José Luís Nunes Martins

Foto de Jackie Alexander na Unsplash

Sabemos os caminhos por onde chegámos até onde estamos. Diante dos nossos olhos estão os passos que demos no passado. O futuro é desconhecido para todos.

A nossa marcha no tempo parece seguir de costas. O passado está diante de nós, afastando-se, enquanto nos vamos aproximando de algo desconhecido por completo.

O futuro está atrás de nós.

Quem poderia ontem ter imaginado que estaria hoje aqui? No entanto, visto a partir do presente, tudo parece mais lógico do que quando aconteceu.

O que acontecerá amanhã? O que teremos? O que perderemos? O que seremos?

Por enquanto, nenhum de nós sabe nada disso. Esse mistério, contudo, coloca-nos uma pergunta importante: em que acredito eu? Será o amanhã bom ou mau?

A forma como encaramos o futuro – com esperança ou com medo – determina parte do resultado: se, por medo, desistimos antes de começar, é mais provável que se realize o que tememos.

Com esperança, vivemos já hoje um pedaço da felicidade do bem alcançado e do mal ultrapassado. Por isso, lutamos com mais ânimo, como se a vida fosse justa.

Com medo, a imaginação voa por todos os piores cenários possíveis, fazendo-nos sofrer um pouco com cada um deles. Na maioria das vezes, nenhum deles acontece, e o que acontece, afinal, nem sequer é mau.

Sonhar é bom, mas importa compreender e viver de acordo com uma verdade bela: o tempo faz com que o futuro esteja sempre a chegar! Sempre.

(Os artigos de opinião publicados na secção ‘Opinião’ e ‘Rubricas’ do portal da Agência Ecclesia são da responsabilidade de quem os assina, e vinculam apenas os seus autores.)

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