Movimento alerta para «clamor» das pessoas violentadas e pobres

Foto: Lusa/EPA

Lisboa, 11 dez 2019 (Ecclesia) – A Liga Operária Católica/Movimento dos Trabalhadores Cristãos (LOC/MTC) apelou à solidariedade, na sua mensagem de Natal, evocando “as amarguras não deixam dormir” muitas pessoas e famílias por todo o mundo.

“A promoção, mesmo social, dos pobres não é um compromisso exterior ao anúncio do Evangelho; pelo contrário, manifesta o realismo da fé cristã e a sua validade histórica”, escreve a LOC/MTC, explicando que “nem sempre” a maior necessidade é de ordem material, “mesmo que seja a primeira a manifestar-se”.

Na mensagem de Natal enviada à Agência ECCLESIA, a Liga Operária Católica assinala que “a condição de marginalização e desânimo, em que vivem hoje milhões de pessoas violentadas e pobres, não poderá durar por muito tempo”.

“O seu clamor aumenta e abraça a terra inteira”, alertam os trabalhadores cristãos.

O texto recorda as pessoas “obrigadas a deixar a sua terra à procura de formas de subsistência”, os órfãos que “perderam os pais ou foram violentamente separados deles para uma exploração brutal” e os jovens sob pressão à procura de uma realização profissional, além dos trabalhadores, “com horários incomportáveis” para darem atenção aos filhos, s milhões de migrantes que são “vítimas de tantos interesses ocultos” e as pessoas em situação de sem-abrigo e marginalizadas.

A LOC/MTC refere que o amor que “dá vida à fé em Jesus” não permite que os seus discípulos “se fechem num individualismo asfixiador, oculto nas pregas duma intimidade espiritual, sem qualquer efeito na vida social”.

«José levantou-se de noite e pôs-se a caminho», do Evangelho de São Mateus, é o título da mensagem de Natal 2019 do Movimento dos Trabalhadores Cristãos de Portugal.

“Na noite que ensombra as nossas vidas, todos precisamos ser solidários, nos levantarmos e pormo-nos a caminho. É o nosso compromisso e o nosso desafio”, realça a mensagem de Natal.

A Liga Operária Católica/Movimento de Trabalhadores Cristãos nasceu a 10 de junho de 1974, resultante da fusão de dois movimentos laborais, um masculino e outro feminino, e os atuais Estatutos foram aprovados pela Conferência Episcopal Portuguesa, em novembro de 1984; É membro do MMTC – Movimento Mundial dos Trabalhadores Cristãos, com sede em Bruxelas, e do MTCE – Movimento Trabalhadores Cristãos Europeus.

CB/OC

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