Responsável destaca impacto da mensagem deixada por D. Rui Valério, em 2020

Lisboa, 27 dez 2021 (Ecclesia) – O major-general Eduardo Mendes Ferrão, que passou o Natal de 2020 em missão na República Centro-Africana, disse à Agência ECCLESIA que a mensagem natalícia de D. Rui Valério, bispo das Forças Armadas e de Segurança, teve “grande impacto” junto dos militares.

“Nesta altura do Natal estamos todos à espera de ouvir uma palavra de conforto e de guia que nos ajude a recentrar no porquê da missão”, referiu o convidado desta segunda-feira no Programa ECCLESIA (RTP2)

O major-general português liderou uma missão em contexto de pandemia naquele país africano e entre conflitos armados que queriam impedir a realização de eleições.

Naquele cargo, que dependia diretamente das Nações Unidas e onde era o oficial mais graduado, Eduardo Mendes Ferrão realça que foi uma “missão multidimensional com vários pilares que visam apoiar o desenvolvimento e a proteção humanitária naquele país”.

Com um contingente de “14 mil militares de muitas nacionalidades e com vários credos religiosos”, o major-general português afirma que era fundamental o “respeito mutuo” porque “a quadra natalícia dizia mais para uns do que para outros”.

“Há sempre um grande respeito pelas festividades religiosas de cada uma das religiões”, frisou.

Naquele contingente militar de vários países estavam “cerca de 200 portugueses” longe das suas famílias em Portugal.

“Passar o Natal fora e integrados numa unidade militar, constituímos quase uma família e criam-se laços muito fortes”, sublinha Eduardo Mendes Ferrão.

O foco essencial da missão militar é “proteger as pessoas” e estes militares agem segundo “um quadro de princípios de princípios e valores humanistas”, adianta o major-general Eduardo Mendes Ferrão que passou o Natal de 2020 na República Centro Africana.

A inculturação é fundamental e os “pequenos gestos” nesta altura “contam muito”, desabafou.

“Lá o bolo-rei ou o bacalhau vale muito”, porque “faz viver ou recordar a realidade portuguesa” e “liga as pessoas às tradições”.

A decoração do espaço com objetos natalícios “também é muito importante”, afirmou o major-general.

“Normalmente, nos contingentes militares há sempre a presença da árvore de Natal e do presépio”.

Não obstante a pobreza existente naquele país africano, a população celebra “o Natal com muita intensidade”.

A presença de uma capelão militar é “essencial” e, depois, a celebração, em língua portuguesa “sabe muito bem”, salientou.

LS/LFS

Forças Armadas e Segurança: Natal na República Centro Africana

 

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