Vaticano fala em agravamento da repressão por parte do regime militar

Lisboa, 10 mar 2021 (Ecclesia) – A Catedral católica de São Columbano, no norte de Myanmar, acolheu vários jovens que protestavam contra o golpe militar no país, tendo a política disparado sobre os manifestantes, dois dos quais morreram.

À imagem do que aconteceu no início do mês, a irmã Ann Nu Tawng ajoelhou-se diante das forças de segurança, pedindo que não atirassem contra jovens desarmados, mas desta vez  o exército cercou a catedral e usou força letal para travar as manifestações.

“O dia 8 de março foi marcado por uma dura repressão das forças de segurança contra os jovens manifestantes em todo o país. Os agentes estão a atirar e a matar mais do que nos últimos dias”, relatou à Agência Fides, do Vaticano, uma fonte no Estado de Kachin.

A cidade de Myitkyina, capital de Kachin, no norte de Mianmar, tem cerca de 1,5 milhões de habitantes, dos quais mais de 550 mil são cristãos.

O bispo local, D. Francis Daw Tang, e a irmã Ann Nu Tawng, pediram às forças de segurança que não atingissem “manifestantes pacíficos”, mas estas abriram fogo e mantiveram o cerco à catedral.

Ainda segundo a Agência Fides, na cidade de Loikaw, capital do Estado birmanês de Kayah, onde os cristãos  são 90% da população, centenas de jovens manifestantes saíram às ruas na terça-feira, em direção à Catedral Cristo Rei.

Um sacerdote católico e um pastor protestante posicionaram-se entre manifestantes e forças policiais.

“Vamos convencê-los a voltar para casa. Deem-nos um pouco de tempo. Não queremos que o sangue banhe a nossa terra”, disse o padre Celso Ba Shwe.

OC

Myanmar: Religiosa enfrentou polícia para proteger manifestantes

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