Associação Ser mulher apresenta uma nova resposta de apoio psicológico a crianças e jovens no contexto do Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres

Lisboa, 25 nov 2021 (Ecclesia) – A presidente da Associação Ser Mulher, em Évora, disse à Agência ECCLESIA que, em tempo de pandemia, o número de atendimento aumentou e as equipas tiveram de ser “dinâmicas e proativas” para chegar às vítimas.

“Na pandemia, a atividade das estruturas de atendimento não diminuiu, muito porque os atendimentos eram sobretudo presenciais e, nessa altura, foi necessário ter uma resposta para chegar às vítimas, designadamente através de atendimentos, seja por telefone por SMS por todas as vias possíveis”, explica a responsável no programa ECCLESIA desta quinta-feira.

No Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, que se assinala no dia 25 de novembro, Ana Beatriz Cardoso destacou a “dinâmica e proatividade” das equipas para chegar às vítimas.

“O que é importante, foi e continua a ser, é garantir que quem quer que seja que sinta que está a ser vítima de violência doméstica ou que está a sofrer uma situação que precisa de apoio psicológico, social ou jurídico pode acorrer a essas equipas que existem em todo o país”, destaca.

Através da “atividade muito grande” das diversas estruturas de atendimento de todo o país a responsável conclui que, em tempo de pandemia, a realidade “se agravou”, mas surgiu a  resposta pela “rede nacional”, composta por estruturas de atendimento, casas de acolhimento de emergências e casas de abrigo.

“Apesar de no ano passado ter havido uma diminuição no número de participações feitas, que diminuíram cerca de 6,5 %, a verdade é que nas estruturas de atendimento surgiram 23.000 atendimentos em todo o país”, afirma.

Quanto à atividade da Associação Ser Mulher, que dá apoio a vítimas de violência doméstica, Ana Beatriz Cardoso revela que trabalha em “relação muito estreita com os municípios” que depois fazem encaminhamento das eventuais situações de violência, uma forma de chegar às pessoas, “sem esperar que venham pedir ajuda”.

Ana Beatriz Cardoso alerta ainda para muitos casos que chegam aos atendimentos onde as vítimas se dizem “muito infelizes” mas não conseguem identificar violência.

No dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres,  a associação “Ser mulher” apresenta uma nova resposta de apoio psicológico (RAP) a crianças e jovens, através do endereço sermulher.rap@gmail.com ou do número 926880392, “um passo qualitativo muito significativo e vai ajudar a colmatar o sofrimento de muitas crianças e jovens”.

Esta RAP pretende dotar o distrito de Évora de uma resposta específica de apoio, tendo já “parcerias com a Santa Casa da Misericórdia de Estremoz e a Cáritas Diocesana de Évora”, enquanto entidades que integram a Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Domésticas, bem como o protocolo com a Comissão de proteção de Crianças e Jovens de Évora.

Este novo serviço teve início a 01 de outubro de 2021 com a ajuda efetiva de duas psicólogas para a “promoção da segurança da criança ou jovem, evitando a revitimização, minimizando o impacto psicológico e emocional da criança ou jovem associado à experiência de violência”.

PR/SN

 

 

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