José Luís Nunes Martins

Evoluir a cada dia garante que a nossa existência tem um sentido, um significado e um valor. Somos únicos, também pela forma como fazemos da nossa vida um caminho.

Quem se julga perfeito e sem necessidade de mudar algo em si, perde a sua identidade e desperdiça vida.

Tempos diferentes exigem respostas novas. Nenhuma solução é boa quando serve para vários problemas. A inteligência é a capacidade de encontrar a forma adequada de enfrentar cada desafio. Do mais vulgar ao mais extraordinário.

Ser humano é ser capaz de ir fabricando chaves sem fim para todas as portas que encontramos no nosso caminho.

Quem julga que a mesma chave serve para muitas portas, acaba por deixar de estar atento à beleza única de cada coisa, acaba por desistir de se admirar, de se deixar maravilhar. Parece que vive, mas não é uma vida plena.

Nós precisamos do mundo e o mundo precisa de nós, é preciso que estejamos em diálogo contante, numa espécie de respiração onde se sucedem o dar e o receber. Mas sem monotonia, porque a vida é sempre nova, a que brota do fundo de nós e a de tudo o que nos rodeia.

E é nestes encontros sempre únicos que vamos decidindo ser quem somos, escolhendo-nos através das nossas decisões. O que sentir, o que pensar, o que dizer, o que calar, o que fazer, como o fazer… tudo nos faz.

Julgar que está tudo bem como está e que, por isso, já não há nada a fazer, é desistir de viver. Porque ainda que esteja tudo bem, há que cuidar de que assim se conserve por mais tempo. Que dure. A vida é uma eternidade viva.

A vida quer viver… e vive. Mesmo quando nós não estamos atentos.

Cabe-nos escolher entre bater as asas e voar ou… cair.

 

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