O Movimento Fé e Luz está reunido este fim-de-semana, 23 a 25 de Janeiro, para avaliar e eleger a nova equipa coordenadora nacional para os próximos três anos. A mudar a constituição do Movimento, esta é a primeira assembleia provincial. Este Movimento, com uma história de quase 40 anos, nasceu da rejeição de pessoas com deficiência. Tem por isso, como objectivo a integração das pessoas com deficiência na Igreja e na sociedade, mas também dar apoio a familiares e amigos. As comunidades nasceram na realidade paroquial, por ordem logística e pela participação que as próprias pessoas têm na paróquia. Mas não é factor decisivo. A par da participação nas actividades paroquiais, o Movimento organiza encontros entre pais e pessoas com deficiência. Existem actualmente 13 comunidades, 12 reconhecidas e uma em processo de formação. A findar o segundo mandato à frente do Movimento Fé e Luz, num total de seis anos, Alice Cabral explica à Agência ECCLESIA que o anúncio é uma prioridade. A Assembleia discute a possibilidade de criar uma equipa que trabalhe na divulgação do Movimento junto das estruturas hierárquicas ou mesmo de “pessoas que estejam afectadas por esta realidade”. Alice Cabral entrou para o Movimento como mãe de uma criança com deficiência, entretanto falecida. “É uma exigência mas uma experiência muito rica”, explica. A ainda coordenadora lamenta a pouca expansão que reconhece ser fruto “da pouca divulgação que fazemos”. O trabalho proposto pelo Movimento assenta nas crianças com deficiência, nos seus pais e amigos. “Destina-se às famílias que têm filhos com deficiência mental”, explica Alice Cabral. “É muito centrado na descoberta dos dons que a pessoas com deficiência mental tem para dar à sociedade e à Igreja”, pois conforme explica esta mãe “não podemos ficar centrados nos problemas que temos de enfrentar”, mas “devemos aceitar as nossas fragilidades e ir aos encontros dos outros”. A Assembleia vai reflectir sobre a nova constituição Fé e Luz onde está definido o programa que nova equipa coordenadora, a eleger durante o encontro, vai desenvolver no próximo mandato. A equipa nacional será composta por um coordenador e por três vive coordenadores, acompanhados pelo Pe. José Baptista, assistente nacional. O encontro é acompanhado pelos vice coordenadores internacionais belgas. “Cada país é acompanhado por uma estrutura internacional”, explica Alice Cabral. Trata-se de “um olhar exterior que ajuda a reflectir sobre as prioridades do Movimento”.

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