Homenagear o homem, o artista e o padre é o objectivo de um ciclo comemorativo que pretende homenagear monsenhor Nunes Pereira, nos 100 anos do seu nascimento. Entre 2 de Dezembro deste ano e 2 de Dezembro de 2007, celebra-se a vida e a obra do “homem, o artista e o padre”, com um conjunto de iniciativas que se divide entre Coimbra, Montemor-o-Velho, Góis, Arganil e Pampilhosa da Serra, concelho de onde é natural o sacerdote. Coimbra vai acolher um programa diversificado de homenagem a uma personalidade que foi exemplar nas vertentes cultural, eclesiástica e social. Uma sessão solene, exposições, lançamentos de livros, cerimónias religiosas, visitas guiadas, um roteiro Augustiano, concertos e um concurso literário e artístico, entre outras actividades, compõem o programa de um ano de eventos que pretendem “sustentar uma memória presente e futura” desta personalidade que, segundo o vereador da Cultura da Câmara Municipal de Coimbra, Mário Nunes, “é merecedora de todos os elogios”. O Cónego Aurélio Campos, reitor do Seminário Maior de Coimbra, recordou o “homem extraordinário”, que se distinguia pela “disponibilidade e alegria que punha ao serviço dos outros”. Com um sorriso, lembra a viagem de Madrid a Coimbra, que não demorou menos de cinco horas, em que Nunes Pereira e outro passageiro passaram os mais de 500 quilómetros a travar um diálogo ao desafio. “Era um homem com um potencial de criatividade enorme”, recordou ainda o cónego Aurélio Campos, salientando ainda que, cerca de sete meses antes de morrer, o artista venceu um concurso de poesia em Fajão, na sua terra-natal. Na mesma ocasião, voltou a merecer aplausos por “manter um diálogo de improviso de 20 minutos de fado popular”. Com as celebrações, recorda-se também a obra, ainda que Aurélio Campo considere “impossível” saber a totalidade das criações do monsenhor. “Só esculturas em madeira da ceia do Senhor fez mais de 100”, frisou. O Cónego João Castelhano, que também esteve presente na conferência de imprensa manteve com Nunes Pereira um “contacto diário” durante cerca de 20 anos na paróquia de S. José, sem esquecer as férias no Algarve. Nesse período, recordou o pároco, Nunes Pereira tinha a “missão” de criar, pelo menos, uma aguarela por dia. Nem sempre apenas baseadas na paisagem da praia, mas também de quem a frequenta, porque, dizia, “a beleza é a que foi criada por Deus, o resto são farrapos”. Entre a obra do padre-artista, o Cónego João Castelhano destaca o vitral da igreja de S. José, que, foi instalado pouco antes dele morrer. E é, precisamente, na igreja onde celebrou eucaristia até aos últimos dias da sua morte, que se iniciam as comemorações do centenário do seu nascimento, no dia 2 de Dezembro, às 21 horas, com a conferência “Vida e obra de monsenhor Nunes Pereira”, seguida da actuação do Grupo Coral de Santa Cruz de Coimbra. No dia seguinte, dia 3, pelas 10 horas, realiza-se uma Sessão Solene no Salão Nobre da Câmara Municipal de Coimbra. Às 11.30 horas, celebra-se uma Eucaristia comemorativa do centenário do seu nascimento, na igreja de Santa Cruz, presidida pelo Bispo de Coimbra, D. Albino Cleto. No dia 8 de Dezembro, pelas 15,30 horas realiza-se a abertura ao público da Oficina-Museu Monsenhor Nunes Pereira, no Seminário Maior de Coimbra. (Com Correio de Coimbra) Notícias relacionadas • Nunes Pereira: homem, artista e padre

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