Organizações católicas e da sociedade civil apelam à intervenção do Governo português, na presidência da União Europeia

Lisboa, 30 jan 2021 (Ecclesia) – A situação em Moçambique mostra, neste momento, a “pobreza no seu expoente máximo”, denunciou Paulo Costa, responsável da ONGD “Rosto Solidário”, em entrevista à Renascença e Agência ECCLESIA.

“Para além da fome e da falta de abrigo, temos o contexto do covid e da cólera, ou seja, a pobreza no seu expoente máximo em que tudo se junta. Parece que atrai tudo”, refere.

A ‘Rosto Solidário’ foi uma das mais de 30 organizações católicas e da sociedade civil que pediram, em manifesto conjunto, ao Governo português e à União Europeia que se envolvam na solução da crise que atinge a região de Cabo Delgado, em Moçambique.

“Cabo Delgado é essencialmente uma província agrícola, as pessoas deixaram as suas plantações, portanto, não têm o que comer e deixaram as suas casas. Também temos um problema de abrigo e as próprias agências internacionais estão com dificuldades em mobilizar recursos para esse apoio e temos o contexto da pandemia da Covid-19 e, nesta situação a cólera também já apareceu”, indica Paulo Costa.

Desde 2017, esta província do norte de Moçambique tem sido atingida por conflitos armados provocados por grupos rebeldes, ligados ao autoproclamado ‘Estado Islâmico’, que já causaram 2 mil vítimas mortais e 600 mil deslocados.

O responsável da ONGD “Rosto Solidário“, ligada aos Missionários Passionistas, alerta para a crise humana que atinge Cabo Delgado.

“Há pessoas que passam fome hoje, amanhã e depois”, assinala.

OC

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