Projeto «Dream» é desenvolvido pela comunidade católica de Santo Egídio

Maputo, 06 set 2019 (Ecclesia) – O Papa  visitou hoje o Hospital do Zimpeto, em Maputo, onde se encontrou com doentes assistidos pela comunidade católica de Santo Egídio, que oferece tratamento gratuito a pessoas com HIV/Sida.

Francisco recordou “as cerca de 100 mil crianças que podem escrever uma nova página da história livres do HIV/Sida, e muitas outras pessoas anónimas que hoje sorriem, porque foram curadas com dignidade na sua dignidade”.

“A solicitude dos fiéis não pode limitar-se a uma forma de assistência – embora necessária e providencial num primeiro momento –, mas requer a atenção amiga que aprecia o outro como pessoa e procura o seu bem”, disse, no encontro que inaugurou o dia conclusivo da visita a Moçambique.

Santo Egídio, a comunidade que mediou o acordo de paz para Moçambique, em 1992, é responsável pelo programa “Reforço de Recursos e Medicamentos contra a Malnutrição e Sida” (Dream, sigla inglesa); o tratamento visa em particular as mulheres grávidas, para evitar a transmissão do vírus aos filhos.

“Este Centro de saúde polivalente – Santo Egídio de Zimpeto – é manifestação do amor de Deus, sempre pronto a insuflar vida e esperança onde abundam a morte e o sofrimento”, declarou o Papa.

Diante de funcionários, médicos, enfermeiros e pacientes, Francisco sustentou que o centro ‘Dream’ mostra que “houve quem parasse e sentisse compaixão, quem não cedesse à tentação de dizer ‘não há nada a fazer’, ‘é impossível combater esta praga’ e se animasse a buscar soluções”.

“Ouvistes aquele grito silencioso, quase inaudível, de inúmeras mulheres, de tantos que viviam envergonhados, marginalizados, julgados por todos. Por isso alargastes esta casa – onde o Senhor vive com aqueles que estão na berma da estrada – aos doentes de cancro, tuberculose e a centenas de desnutridos, sobretudo crianças e jovens”, assinalou.

O Papa falou de pessoas que “transmitem esperança a muitas outras pessoas”, elogiando o papel dos voluntários, bem como as soluções sustentáveis implementadas pelo centro de saúde.

“Como ensinam as esculturas de arte makonde, as ujamaa (família alargada, em suaíli, ou árvore da vida) com várias figuras agarradas umas às outras onde prevalece a união e a solidariedade sobre o indivíduo, devemos dar-nos conta de que somos, todos, parte dum mesmo tronco”, observou.

A visita ao hospital conclui-se com a saudação do Papa a 20 doentes e a duas salas do centro de tratamento a pessoas com HIV/Sida.

OC

Partilhar:
Share