Trabalho vai decorrer ao longo dos próximos 12 meses, nas províncias afetadas pelo Idai

Lisboa, 31 jul 2019 (Ecclesia) – A Cáritas anunciou hoje o início da fase de reconstrução em quatro províncias de Moçambique que foram atingidas, em março, pela passagem do Ciclone Idai.

Os trabalhos, que vão decorrer num prazo de 12 meses, são coordenados pela confederação internacional da organização católica, a ‘Caritas Internationalis’, em Sofala, Manica, Zambézia e Cabo Delgado, com um orçamento global de 2,31 milhões de euros, refere um comunicado enviado à Agência ECCLESIA.

A participação da Cáritas Portuguesa neste projeto global será de 450 mil euros, num apoio que se estima que chegue a mais de 5 mil famílias, em três linhas de atuação: “agricultura e meios de subsistência; água e saneamento; habitação”.

“A ajuda da Cáritas ao povo Moçambicano nunca se poderia esgotar na fase de emergência e esta segunda etapa é também muito importante”, assinala Eugénio Fonseca, presidente da Cáritas Portuguesa, explicando a importância desta segunda etapa da resposta.

Agora é o momento de dar às pessoas que foram vítimas desta catástrofe um sinal claro de esperança. Depois da resposta imediata, esta é a resposta que lhe vai dar uma nova oportunidade de futuro, de poderem planear as suas vidas para além do Ciclone”.

 

Para a Cáritas Moçambicana, o apoio dado pela rede internacional e, concretamente, pela Cáritas Portuguesa foi indispensável para se poder dar resposta no terreno às necessidades diárias.

“Queremos agradecer a prontidão da Cáritas Portuguesa e de todo o povo português que, mais uma vez, foi imediato na resposta de apoio que nos ajuda a minimizar o sofrimento de todos os que foram vítimas das cheias e dos Ciclones”, refere Santos Gotine, diretor da Cáritas Moçambicana.

Durante a fase de resposta à emergência, até ao final de junho, a Cáritas Moçambicana prestou assistência a cerca de 27 500 pessoas.

OC

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