Grupos radicais continuam ativos na região, alerta fundação pontifícia

Foto: AIS

Paulo Aido, da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre, em serviço especial para a Agência ECCLESIA

Pemba, Moçambique, 16 nov 2021 (Ecclesia) –O administrador apostólico da Diocese de Pemba, D. António Juliasse, visitou o centro de realojamento de Meculene, na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, elogiando a coragem da população.

“Aqueles que estão a fazer mal, aqueles que estão a cortar cabeças das pessoas, que podem ter tirado as vossas casas, a vossa criação, cabrito, galinha, outros animais, as vossas machambas, os vossos bens, podem ter tirado tudo isso, mas tirar Deus eles não vão conseguir. Não vão conseguir tirar Deus de vós”, referiu o responsável católico.

O bispo foi recebido com cânticos e danças por mais de meia centena de pessoas, acolhidas em Meculene após os ataques terroristas que atingiram a região desde 2017; o centro de realojamento alberga atualmente 648 famílias.

A fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) destaca que os grupos radicais continuam ativos na região, apesar das operações militares de tropas moçambicanas, com o apoio do Ruanda.

O administrador apostólico da Diocese de Pemba aproveitou quis reafirmar a importância da paz, da oração e do compromisso da Igreja em apoiar as populações.

D. António Juliasse visitou as obras de construção da sala multiusos São José, iniciativa que tem o apoio da AIS.

A Cáritas Diocesana de Pemba ajuda na construção de casas-abrigo para as pessoas que tiveram de fugir.

“A Igreja está aqui convosco”, destacou D. António Juliasse.

Cabo Delgado é palco, há mais de quatro anos, de ataques de rebeldes armados, alguns dos quais associados ao autointitulado ‘Estado Islâmico’.

O conflito já provocou mais de 3100 mortes e mais de 817 mil deslocados, de acordo com as autoridades moçambicanas.

OC

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