A expetativa é a palavra de ordem

Lisboa, 21 mai 2011 (Ecclesia) – Milhares de pessoas marcam presença no estádio do Restelo, em Lisboa, esperando ainda sem grandes manifestações de entusiasmo, o início da celebração de beatificação.

Depois de uma montagem com algumas contrariedades, o estádio do Restelo vai acolhendo muitos crentes que, munidos já com acessórios do kit entregue à entrada, se vão acomodando pelas primeiras filas das bancadas e esperam pelo grande momento.

“É muito importante estarmos presentes com os jovens e é a primeira vez que asistimos a uma beatificação, por isso estamos numa grande expectativa”, dizia a catequista Ana Rodrigues da paróquia de Famões, que acompanha um grupo que chegou cedo e ocupou os primeiros lugares.

“É um orgulho como portuguesa ver a beatificação aqui em Lisboa e depois como católica, Madre Clara torna-se um exemplo a seguir para todos”, declarava Cláudia Sousa, uma jovem de 14 anos, também de Famões, à Agência ECCLESIA.

O acolhimento é feito pelos escuteiros que, de forma fácil, estendem as mãos e espalham sorrisos. José Simões está na entrada norte e como escuteiro realça a importância da celebração, num sábado de sol em que muitos podiam aproveitar para praia. “As pessoas vêm entusiasmadas com o evento que ouviram falar e que sentem como um grande momento de fé”, confessava o escuteiro.

A futura beata Libânia do Carmo Galvão Mexia de Moura Telles e Albuquerque nasceu na Amadora, distrito de Lisboa, a 15 de junho de 1843, e recebeu o hábito de Capuchinha em 1869, escolhendo o nome de Irmã Maria Clara do Menino Jesus.

A religiosa foi enviada a Calais, França, a 10 de fevereiro de 1870, para fazer o noviciado, com a intenção de fundar em Portugal uma nova congregação, que viria a ser aprovada pela Santa Sé a 27 de março de 1876.

A Madre Maria Clara morreu em Lisboa em 1899, no dia 1 de dezembro (data em que a memória da religiosa passará a ser evocada pela Igreja Católica) e o seu processo de canonização viria a iniciar-se em 1995.

SN

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