Igreja Católica celebra 108.º Dia Mundial do Migrante e Refugiado a 25 de setembro

Cidade do Vaticano, 20 set 2022 (Ecclesia) – O Papa dedicou aos jovens o último vídeo de preparação para o 108.º Dia Mundial do Migrante e Refugiado, que a Igreja Católica vai celebrar este ano a 25 de setembro, pedindo que sejam “protagonistas” de mudança.

“O futuro começa hoje e começa por nós. Não podemos deixar às próximas gerações a responsabilidade pelas decisões. E os jovens devem ser protagonistas deste novo começo. Mas, na vossa opinião, que decisões têm de ser tomadas já, agora?”, pergunta o Papa, no início da apresentação promovida pela secção Migrantes e Refugiados do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral (Santa Sé).

As respostas à questão do Papa podem ser enviadas, acompanhadas por um pequeno vídeo ou uma fotografia, para media@migrants-refugees.va.

O vídeo apresenta ainda o testemunho de dois jovens embaixadores da ‘Talitha Kum’, uma rede de congregações religiosas empenhada na luta contra o tráfico de pessoas.

O relato apresenta “o flagelo deste tráfico na Ásia” e o trabalho desenvolvido junto das vítimas.

Na sua mensagem para a próxima Jornada Mundial do Migrante e Refugiado, o Papa defende que “ninguém deve ser excluído” da sociedade, rejeitando que sejam vistos como “invasores”.

“Ninguém deve ser excluído. O plano divino é essencialmente inclusivo e coloca, no centro, os habitantes das periferias existenciais. Entre estes, há muitos migrantes e refugiados, deslocados e vítimas de tráfico humano”, refere.

Francisco alude às recentes experiências de guerra e da pandemia de Covid-19.

“À luz do que aprendemos nas tribulações dos últimos tempos, somos chamados a renovar o nosso compromisso a favor da construção dum futuro mais ajustado ao desígnio de Deus, a construção dum mundo onde todos possam viver em paz e com dignidade”, indica.

A mensagem, com o tema ‘Construir o futuro com os migrantes e os refugiados’, destaca a condição de peregrinação que marca a existência da vida humana e a importância, para os cristãos, da construção de uma nova sociedade, a caminho do “Reino de Deus”.

“A construção do Reino de Deus é feita com eles, porque, sem eles, não seria o Reino que Deus quer. A inclusão das pessoas mais vulneráveis é condição necessária para se obter nele plena cidadania”, pode ler-se.

O Papa aponta a necessidade de “reconhecer e valorizar” o contributo dos migrantes e refugiados, que considera “fundamental” para o crescimento das sociedades e a vida das comunidades religiosas.

Na mensagem para a celebração do próximo domingo, Francisco alude à “riqueza contida em religiões e espiritualidades” de outros locais do mundo, que devem levar os católicos a aprofundar as “próprias convicções”.

“A chegada de migrantes e refugiados católicos dá nova energia à vida eclesial das comunidades que os acolhem, pois frequentemente são portadores de dinâmicas revigoradoras e animadores de celebrações cheias de entusiasmo”, acrescenta.

O Papa dirige-se de forma particular às novas gerações, para que assumam a liderança deste “Reino de justiça, fraternidade e paz”.

OC

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