Comissão dos episcopados católicos reage ao novo pacto sobre Migração e Asilo

Foto: Lusa/EPA

Bruxelas, 25 set 2020 (Ecclesia) – A Comissão dos episcopados católicos da União Europeia (COMECE) reagiu hoje em comunicado à adoção do novo pacto sobre Migração e Asilo, proposto pela Comissão Europeia na quarta-feira, pedindo uma resposta “solidária e responsável” para os refugiados.

Em comunicado enviado à Agência ECCLESIA, os bispos falam em “disfuncionalidades” dos atuais sistemas de migração e asilo, lamentando “as situações dramáticas que recentemente afetaram muitos migrantes e as suas famílias”.

A COMECE saúda a iniciativa da Comissão Europeia de estabelecer “um novo e abrangente quadro com o objetivo de criar um ambiente justo e mecanismo previsível de gestão da migração que reconstrua a confiança entre os Estados-Membros”.

A COMECE incentiva o Parlamento Europeu e o Conselho a darem prioridade “à proteção da dignidade humana e à promoção do bem comum”, reconhecendo migrantes e refugiados como “pessoas com dignidade e direitos fundamentais, e não como números”.

A Igreja Católica vai celebrar este domingo o 106.º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, visando sensibilizar para as “potencialidades e necessidades do fenómeno migratório”.

‘Forçados, como Jesus Cristo, a fugir’ é o tema escolhido pelo Papa Francisco para esta celebração, pedindo a todos que “se deixem interpelar pelo tema e pelo drama dos deslocados internos”.

A secção ‘Migrantes e Refugiados’ do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral (Santa Sé), está a promover desde maio uma campanha multimédia em diferentes línguas, para apresentar a mensagem do Papa em vários subtemas: “Conhecer para compreender, aproximar-se para servir, escutar para reconciliar, partilhar para crescer, coenvolver para promover e colaborar para construir”.

A Obra Católica Portuguesa de Migrações (OCPM), em Portugal, defende que os deslocados internos “interpelam a construir pontes entre o acolhimento e a proteção, entre a promoção e a inclusão”, numa mensagem para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado 2020.

“O Dia Mundial do Migrante e Refugiado não é uma meta mas antes um ponto de partida para a tão ambicionada, sonhada e desejada conversão pastoral”, refere a OCPM, em informação enviada à Agência ECCLESIA.

A organização convida as comunidades cristãs a “rezar e refletir” sobre os deslocados internos, nomeadamente em Moçambique, “aqueles que foram forçados a fugir” do Campo de Refugiados em Mória (Grécia), pelos que fugiram da Venezuela e “tantos outros milhões de deslocados internos espalhados por esta casa comum”.

Obra Católica Portuguesa de Migrações divulga também algumas sugestões para a liturgia – elementos para a homilia e preces para a oração dos fiéis – proposta pela Secção Migrantes e Refugiados para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado 2020.

CB/OC

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