O padre Mauro-Giuseppe Lepori  destacou várias perspetivas da liberdade

Lisboa, 09 abr 2018 (Ecclesia) – O abade geral da Ordem de Cister, padre Mauro-Giuseppe Lepori, esteve em Portugal para participar no ‘Meeting Lisboa’, sob o tema “ser livre é ter o coração preso” e afirmou que a “condição da liberdade é a conversão”.

“O Mosteiro não é fechado porque se chega ao mundo interior do nosso coração, as guerras e os problemas do mundo são um problema do nosso coração que precisa de converter-se ao amor”, disse o monge, em declarações à Agência ECCLESIA.

O padre Mauro-Giuseppe Lepori adiantou ainda que o mosteiro pode ser um espaço de mudança, que “não muda as pessoas com quem vive mas se muda a si mesmo”.

“Acredito que a regra de São Bento, que seguimos, tem como condição aprender a liberdade para que se torne na caridade e na comunhão fraterna”, referiu.

Olhando para a realidade global num mundo menos cristão, o abade geral da Ordem de Cister acredita que esta pode ser uma circunstância que pode passar a ser oportunidade.

“São Bento criou comunidades numa sociedade pagã e hoje voltamos a essa origem de criar comunidades onde não se acredita e isso é um sinal que são sensíveis a uma experiência de vida comunitária, de trabalho e uso das coisas e da natureza”

Olhando para as novas gerações e o caminho vocacional o padre Mauro-Giuseppe Lepori aponta que o problema da sociedade atual é que “não há preparação”.

“Noutras épocas na família vivia-se como num mosteiro, a oração, o sacrifício e o silêncio e hoje tem de se ajudar a esta caminhada a começar na sua humanidade. Noutros tempos a humanidade era formada na família, aldeia, paroquia, hoje tem de ser repensada; temos de encontrar o cristianismo com uma humanidade nova”, concluiu.

A iniciativa promovida pelo movimento católico ‘Comunhão e Libertação’ contou com exposições e conferências” sobre temas como os 10 anos do Banco Farmacêutico, o «Maio de 68», o testemunho de um grupo de Jiu Jitsu, a educação no século XXI ou a experiência do escritor G. K. Chesterton.

O encontro decorreu numa tenda junto ao Centro Cultural de Belém (Lisboa).

HM/SN

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