Missa reuniu milhares de pessoas na cidade italiana de Bari, encerrando encontro dedicado aos problemas da região

Bari, Itália, 23 fev 2020 (Ecclesia) – O Papa apelou hoje na cidade italiana de Bari a uma nova cultura, promovida pela visão cristã do amor ao próximo, mesmo aos “inimigos”, encerrando um encontro de cinco dias dedicado às questões do Mediterrâneo.

“Orar e amar: isto é o que devemos fazer; e não só com quem nos ama, não só com os amigos, não só com os do nosso povo, porque o amor de Jesus não conhece fronteiras nem barreiras”, disse, na homilia da Missa que reuniu milhares de pessoas na localidade do sul da Itália.

Bari acolheu desde quarta-feira o encontro de reflexão e espiritualidade ‘Mediterrâneo, fronteira de paz’, com bispos da Europa, África e Médio Oriente.

No final da iniciativa, Francisco propôs uma reflexão sobre a importância do amor, “ainda que custe, mesmo que vá contra a corrente.

“Não nos deixemos condicionar pelo pensamento comum, nem nos contentemos com meias medidas. Acolhamos o desafio de Jesus, o desafio da caridade. Seremos verdadeiros cristãos e o mundo será mais humano”, apontou.

O Papa sublinhou que “o culto a Deus é contrário à cultura do ódio”, sem admitir “qualquer violência”.

“Aqui está a revolução de Jesus, a maior da história: do inimigo a odiar passar ao inimigo a amar; do culto do lamento, à cultura do dom. Se formos de Jesus, este é o caminho”, insistiu.

Se quisermos ser discípulos de Cristo, se nos quisermos chamar cristãos, este é o caminho. Amados por Deus, somos chamados a amar; perdoados, a perdoar; tocados pelo amor, a dar amor sem esperar que comecem os outros; salvos gratuitamente, a não buscar lucro algum no bem que fazemos”.

Francisco sublinhou que este mandamento do amor ao próximo está “no coração do Evangelho” e constitui o “único extremismo cristão”.

“A solução é o caminho de Jesus: o amor ativo, o amor humilde, o amor levado até ao extremo”, precisou.

Os participantes na Missa rezaram por todos os que foram afetados pelo novo coronavírus.

A passagem de pouco mais de 4 horas começou junto ao túmulo de São Nicolau, num encontro com os bispos participantes no encontro sobre o Mediterrâneo.

OC

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