Médio Oriente: Cáritas condena ataques e «graves violações da dignidade humana»

«Escolas, hospitais e áreas civis povoadas, que deveriam ser santuários de aprendizagem, cuidados e segurança, são espaços protegidos pelo Direito Internacional Humanitário», recorda a organização católica

Foto: Lusa/EPA

Roma, 02 mar 2026 (Ecclesia) – A ‘Caritas Internationalis’ apelou a um recuo imediato na escalada militar no Médio Oriente, condenando os recentes ataques na região, após bombardeamentos dos Estados Unidos da América e de Israel ao Irão, seguidos pela retaliação iraniana contra vários países vizinhos.

“Estes atos de guerra aumentam a tensão, a violência e a instabilidade na região, comprometendo as perspetivas de paz”, alerta o organismo católico, em comunicado.

A instituição sublinha que as ações militares constituem “graves violações da dignidade humana, do Estado de direito e do Direito Internacional”.

A proteção de civis e de não combatentes em cenários de conflito surge como uma exigência prioritária para a confederação católica.

“Escolas, hospitais e áreas civis povoadas, que deveriam ser santuários de aprendizagem, cuidados e segurança, são espaços protegidos pelo Direito Internacional Humanitário”, recorda a confederação internacional da Cáritas.

A nota oficial avisa que investidas deliberadas ou imprudentes contra estas infraestruturas são “moralmente indefensáveis e legalmente proibidos”.

A Cáritas exorta todas as partes envolvidas a absterem-se de novas ações armadas e a respeitarem a obrigação de proteger as populações sem exceção.

“A perda de vidas inocentes, especialmente de crianças, exige contenção urgente e um compromisso renovado com a diplomacia”, sustenta a instituição.

A organização associa-se aos apelos à estabilidade e à paz deixados no domingo pelo Papa Leão XIV.

“A justiça, a contenção e a primazia da vida humana devem guiar todas as decisões dos líderes nacionais neste momento crítico”, conclui a declaração da Cáritas.

OC

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