«Zoom In, Zoom out – Confinamentos e Comunicação» é tema das Jornadas Nacionais da Comunicação marcadas pela pandemia e o seu impacto

Lisboa, 17 set 2021 (Ecclesia) – A diretora do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais da Igreja Católica quer valorizar a comunicação feita nas dioceses em Portugal e afirma que se a comunicação não for feita “com todos, será muito difícil”.

“A comunicação da Igreja, em Portugal, é feita com a participação de todos os secretariados diocesanos de comunicação social, de todos que estão envolvidos na comunicação social e se focam nesta matéria. Se não formos todos, será muito difícil. A presença das dioceses, por exemplo, no site da Ecclesia, é inestimável. Ali encontra-se a atualidade da vida das dioceses. Este é um ganho extraordinário em termos de comunicação”, explica Isabel Figueiredo à Agência ECCLESIA.

As Jornadas da Comunicação Social, organizadas pela Igrejas Católica, estão marcadas para os dias 23 e 24 de setembro, e este ano são dedicadas ao tema «Zoom In, Zoom out – Confinamentos e Comunicação».

A responsável explica a importância de haver um espaço onde as dioceses possam “trocar experiências”, apresentando o trabalho de comunicação feito em tempo de pandemia.

As jornadas são “uma tradição” e um desafio, assume, de “construir algo de novo e trazer um outro olhar sobre a comunicação”, sendo a participação aberta a profissionais do setor mas a também a todas as pessoas que se interessem pela comunicação.

“Com tudo o que isso tem de bom e menos bom: O espírito de corpo é importante, faz falta e há reconhecimento entre quem trabalha na área, mas temos de abrir. Vivemos um tempo em que dizemos que a comunicação é para todos, é feita por todos, todos fazemos e consumimos comunicação”, explica.

A pandemia, e o seu impacto na comunicação, vai marcar a reflexão nas Jornadas, mas também a forma de participação, uma vez que a organização prevê a possibilidade de presença em Fátima, ou de participação digital.

Sobre o tema, «Zoom in, Zoom out – Confinamentos e Comunicação», Isabel Figueiredo, explica ser necessário na comunicação um olhar, simultaneamente, “focado, e dar dois ou três passos atrás, para um olhar distanciado sobre a realidade”.

A responsável valoriza a presente do padre José Gabriel Vera, com uma “larga experiência na comunicação” e do professor Nelson Ribeiro, que alia a investigação e “uma visão muito prática da vida da comunicação”.

As Jornadas vão ainda apresentar, a partir de cinco verbos que identificam “realidades pastorais”, e que “se forem levados a sério, têm de trazer alterações na vida”.

Os verbos «Incluir, apoiar, aprender, conhecer, aproximar» vão ser desenvolvidos por diferentes responsáveis que ajudarão a avaliar o papel da comunicação em tempo de pandemia em diversos setores.

“O Papa disse que se o mundo saísse desta pandemia e procurasse ficar tal como era antes, algo tinha corrido muito mal. Estamos todos a ser chamados à construção de algo diferente. Não temos de querer o que tínhamos antes, mas qualquer coisa diferente. Algo se há-de modificar no coração e na forma de vivermos uns com os outros, de viver no mundo, de estarmos integrados na sociedade onde estamos. Estes verbos são sinal disso mesmo”, clarifica.

Se do ponto de vista tecnológico se poderá “avaliar o que foi bem e mal feito”, Isabel Figueiredo alerta para que do conto de vista editorial, será necessário “tempo para essa avaliação”.

Isabel Figueiredo elogia a “criatividade” e a “capacidade para resolver situações limite” que pautou a comunicação durante a pandemia, mas explica que “as redações vazias, as reuniões digitais para decidir, a dificuldade de andar no terreno, de confirmar” apresentaram consequências “não apenas económicas e sociais, mais profundas”.

“Julgo que ainda não fizemos o «zoom out» sobre o que se passou”, finaliza.

A entrevista a Isabel Figueiredo pode ser acompanhada este domingo, às 6h, no programa Ecclesia na Antena 1.

LS

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