Carlota Ribeiro, religiosa goesa, fala do seu percurso de vida na congregação fundada pela futura beata

Lisboa, 17 mai 2011 (Ecclesia) – A irmã Carlota Ribeiro, natural de Goa(Índia), é secretária-geral das franciscanas hospitaleiras, congregação fundada pela Madre Maria Clara (1846-1899), futura beata portuguesa, cuja herança a cativou desde tenra idade.

“Estudei no colégio das irmãs, tal como os meus irmãos”, indica ao programa ECCLESIA a hoje, pelas 22:45, na Antena 1.

O exemplo das discípulas de Madre Clara despertou nela o gérmen vocacional e foi “bebendo o carisma da congregação”, até porque a “vocação é um chamamento que não dá para esperar”.

Depois do 12.º ano de escolaridade “quis dar a minha vida e servir os pobres” por isso optou por “dizer sim ao chamamento”.

Para esta religiosa, a chave da hospitalidade está no “sorriso que coloca nas suas tarefas”.

Carlota Ribeiro fez os primeiros votos há 20 anos – em 1996 professou perpetuamente – e está em Portugal há 14 anos.

Não esquece a sua terra natal e recorda os trabalhos das irmãs franciscanas hospitaleiras do Imaculado Coração no seu tempo de estudante: colégios, lares, crianças, deficientes mentais e mães solteiras.

“A alegria do testemunho atraía-me”, tal como a doação pelos mais necessitados que reconhecia nas religiosas.

Sempre com um sorriso nos lábios, a irmã Carlota procura desempenhar as funções de secretária-geral a que junta o trabalho no arquivo da congregação e a animação da eucaristia das 08:30 na igreja de Nossa Senhora do Amparo (Benfica), onde “foi baptizada a Mãe Clara”.

“Escutar o sofrimento das pessoas” e “ser hospitaleira das coisas pequenas” é uma arte que a irmã indiana adquiriu com “Deus e com o testemunho das irmãs”, conclui.

A futura beata Libânia do Carmo Galvão Meixa de Moura Telles e Albuquerque nasceu na Amadora, em Lisboa, a 15 de junho de 1843, e recebeu o hábito de Capuchinha, em 1869, escolhendo o nome de Irmã Maria Clara do Menino Jesus.

A religiosa foi enviada a Calais, França, a 10 de fevereiro de 1870, para fazer o noviciado, na intenção de fundar, depois, em Portugal, uma nova Congregação, pelo que abriu a primeira comunidade da CONFHIC em S. Patrício – Lisboa, no dia 3 de maio de 1871 e, cinco anos depois, a 27 de março de 1876, a Congregação é aprovada pela Santa Sé.

A ‘mãe Clara’, como é popularmente conhecida, morreu em Lisboa, no dia 1 de dezembro de 1899, e o seu processo de canonização viria a iniciar-se em 1995.

A cerimónia de beatificação vai ter lugar no estádio do Restelo, Lisboa, no próximo sábado, presidida por D. José Policarpo, cardeal-patriarca de Lisboa, com a presença do cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, em representação do Papa.

PRE/LFS/OC

Partilhar:
Share