Após tomar posse, o novo bispo do Funchal vai «em peregrinação» à Igreja do Monte e disse que não vai passar ao lado de «casos mais ou menos polémicos» 

Foto Agência ECCLESIA / MC

Lisboa, 15 fev 2018 (Ecclesia) – O novo bispo do Funchal disse à Agência ECCLESIA que não chega à Madeira com agenda “feita à secretária”, considera a evangelização “o programa da Igreja no século XXI” e referiu que não vai “ficar fechado na Casa Episcopal.

“Não tenho intenções de ficar fechado na Casa Episcopal à espera que as pessoas venham ter comigo”, afirmou D. Nuno Brás em entrevista à Agência Ecclesia.

Para o até agora bispo auxiliar de Lisboa, “a evangelização não pode deixar de ser o programa da Igreja no século XXI”, nas circunstâncias de cada realidade local.

O novo bispo do Funchal referiu a relevância do turismo no Arquipélago da Madeira, o que significa ser uma “terra de acolhimento” e disse que os turistas “são uma oportunidade de evangelização”.

D. Nuno Brás considera importante propor roteiros relativos a temáticas religiosas a quem visita a Madeira, considerando que é sobretudo pelo encontro com os madeirenses que os turistas podem ter “um primeiro contacto com a pessoa de Jesus Cristo”.

Na entrevista que vai ser emitida no programa Ecclesia da Antena 1 e no programa 70×7, na RTP2, este domingo, D. Nuno Brás disse que vários movimentos laicais manifestaram “interesse e necessidade” em dialogarem com o novo bispo.

É essencialmente a necessidade de uma apresentação ao novo bispo. E, nesse sentido, quero dizer que podem contar comigo”, afirmou.

O novo bispo do Funchal aterra esta sexta-feira na Madeira e toma posse no domingo, na Sé, às 16h00, onde chega “sem agenda”.

“Não tenho agenda, ainda! A que tenho é a celebração de uma Eucaristia na Igreja de Nossa Senhora do Monte”, afirmou.

O novo bispo do Funchal disse que deseja ir à Igreja do Monte “em peregrinação”, onde celebra uma Eucaristia no dia 18, segunda-feira, às 11h30, e anunciou também uma deslocação ao Porto Santo “nas primeiras semanas”.

Questionado sobre situações relativas a sacerdotes da Diocese do Funchal “mais ou menos polémicos”, D. Nuno Brás afirmou que “casos particulares não serão nunca tratados na comunicação social”.

“Qualquer comentário ao caso do padre A, B ou C, que fez isto e aquilo ou não fez isto nem aquilo, serão tratados entre mim e o sacerdote, nunca na praça pública”, sustentou.

“Existem casos mais ou menos polémicos, dentro do que são as normas do direito canónico, claro que existem”, constatou D. Nuno Brás

Na história recente da Diocese do Funchal, a presença em cargos políticos e a conduta pessoal de alguns sacerdotes tem originado casos que o novo bispo considera “sensíveis”.

O novo bispo do Funchal disse que não vai passar ao lado desses casos, mas procurar resolvê-los “naquilo que é a caridade pastoral, a vida eclesial, com toda a simplicidade, sem a pretensão de chegar e resolver tudo”.

D. Nuno Brás é o 33.º bispo de uma diocese com 500 anos de história, fundada em 1514 com a bula Pro excellenti præeminentia do Papa Leão X.

PR

 

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